Zac Efron vive 'assassino-galã' em filme que chega aos cinemas

(Imagem: divulgação Paris Filmes)

Se você era adolescente durante a primeira década dos anos 2000, provavelmente lembra de Zac Efron como o protagonista de ‘High School Musical’, sucesso produzido pelo Disney Channel. Agora, treze anos depois do primeiro filme da franquia, o ator quer mostrar que também tem um lado sombrio em ‘Ted Bundy - A Irresistível Face do Mal’, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira.

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Como entrega o subtítulo escolhido pela distribuidora nacional, o filme se apoia no jeito de galã de Efron para compor a figura de um dos mais traumáticos serial killers das histórias dos EUA, responsável confesso pelo assassinato de mais de 30 mulheres e executado na cadeira elétrica em 1989.

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A justificativa para escolha do ator seria o fato de o Ted Bundy real ser descrito como alguém sedutor, o que tornava mais fácil sua aproximação às vítimas, e chegava até mesmo a atrair para o midiático julgamento um público feminino disposto a acreditar em sua inocência.

Toda essa história é contada com mais profundidade na série documental ‘Conversando com um Serial Killer’, disponível na Netflix. O longa tem o mesmo diretor, Joe Berlinger, mas vai pouco além de uma dramatização dos fatos.

Sem cenas dos crimes, o filme se concentra na relação entre Bundy e sua namorada, Liz Kendall (Lily Colins), e sua angústia ao perceber aos poucos que o homem com quem conviveu ao lado da filha pequena era na verdade um maníaco. A mensagem óbvia é de que psicopatas não andam com uma etiqueta na testa indentificando-os, e podem ser quem menos se espera.

O roteiro de ‘Ted Bundy - A Irresistível Face do Mal’ se aproveita dos diversos fatos pitorescos que realmente aconteceram: as vezes em que Bundy fugiu da prisão, sua peculiar arrogância a ponto de demitir os advogados e defender a si mesmo no tribunal. As situações rendem os melhores momentos do filme, e Efron se esforça para captar os trejeitos e o olhar cínico de seu personagem.

Berlinger prefere contar tudo isso com uma leveza exarcebada, sem propor grandes discussões e transformando uma história chocante em mero entretenimento.