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Xenofobia e horror a pobre: Gilberto Braga resumiu o brasileiro rico com Odete Roitman

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Morreu na noite desta terça-feira (26), aos 75 anos, o reverenciado autor de novelas Gilberto Braga. Ele escreveu clássicos como “Vale Tudo”, “Dancin’ Days”, “Celebridade”, “Anos Dourados” e a última novela foi “Babilônia”, todas na Globo.

Em sua longa carreira na TV, o autor criou alguns dos vilões mais célebres da dramaturgia brasileira, repletos de planos maquiavélicos, ausência de escrúpulos e requintes de crueldade.

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A vilã mais famosa da carreira do autor foi Odete Roitman, de 'Vale Tudo', interpretada por Beatriz Segall. Odete era uma clássica brasileira rica com complexo de superioridade, reverência pela cultura europeia e caráter manipulador. A vilã se divertia ao enganar qualquer pessoa em seu caminho, e sua morte misteriosa transformou "Vale Tudo" em um clássico da TV brasileira. Quando a novela foi reprisada no canal Viva, Gilberto Braga afirmou que a trama continua sendo um resumo da impunidade política que permeia o Brasil: "Eu ainda achava que ia melhorar, mas a verdade é que nada mudou".

Odete Roitman é o resumo do brasileiro rico, prepotente e fascinado pela Europa e sua história colonizadora. Em seu discurso, a personagem oprimia minorias, destilava classismo, racismo e xenofobia e falava com desdém da cultura originária brasileira. O desejo de Roitman era se identificar com o colonizador, desprezando o Brasil indígena e destruindo tudo (e todos) que ficassem em seu caminho na busca por dinheiro e poder.

Era nos bordões de Roitman que Gilberto Braga se divertia criticando o pior do Brasil, com frases como: "Se eu encontrasse minha mãe vendendo sanduíche na praia, eu não viraria a cara para ela. Eu enterraria a cara inteira na areia"; "Falar de Nordeste antes da hora do jantar me faz perder o apetite"; "Eu gosto do Brasil. Acho lindo, uma beleza. Mas de longe, no cartão postal"; "Às vezes eu tenho a sensação que as pessoas não viajam, não aprendem, não vão a Paris. Aliás, não vão nem a Buenos Aires".

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