Xanddy tem cachês penhorados pela Justiça para pagamento de dívida de R$ 5,5 milhões

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Processo tramita há quinze anos e se refere ao não pagamento de Xanddy e Carla Perez dos valores acordados para a compra de um imóvel; casal deve recorrer da decisão

O cantor Xanddy, do grupo ‘Harmonia do samba’, teve seus cachês penhorados pela Justiça em razão de uma dívida referente a compra de um imóvel em Lauro de Freitas, na Bahia, que atualmente está em R$ 5,5 milhões. A decisão foi determinada pela juíza Luiza Elizabeth de Sena Sales Santos, da ‘1ª Vara de feitos de relativos às relações de consumo, cível e comerciais’. Nas últimas semanas, Xanddy realizou lives e corre o risco de ter os valores dos cachês dos shows penhorados, mas pode recorrer da decisão.

 

Entenda o caso

Em 2005, a empresa ‘South América Serviços e Assessoria Logística’ deu entrada em um processo referente ao não pagamento acordado pela venda de um imóvel para Xanddy e sua mulher, a dançarina Carla Perez, localizado na cidade de Lauro de Freitas, na Bahia.

A defesa

Em nota assinada pelo cantor, a assessoria de Xandy afirmou que o casal moveu uma ação criminal de estelionato contra a empresa. "Até hoje a South America continua insistindo em tentar receber dinheiro por uma coisa que na verdade nunca foi deles (a casa). A ação criminal de estelionato que movemos contra eles é justamente por essa insistência em querer receber o que não tem direito! Estamos aguardando a decisão da anulação do negócio, para automaticamente ser dado baixa na execução, porém esse tempo é da justiça, não nosso. Enquanto isso, eles seguem pressionando, querendo fazer acordo e até chantageando a por na imprensa (o que estão fazendo) com decisões temporárias de embargo e etc.”

O outro lado

O advogado da South América, Mohamad Fahad Hassan, negou irregularidades na negociação do imóvel. "A empresa South adquiriu o imóvel por meio de contrato de cessão de direitos celebrado com o antigo proprietário, e na sequência negociou esses mesmos direitos com o Alexandre (Xanddy) e a Carla Perez. O casal já morava no condomínio, conhecia e acompanhou muito bem todo o contexto, o contrato que eles assinaram é claro e expresso e contém todas essas informações, e eles foram assessorados pelos seus advogados. Essa alegação de que foram vítimas de um golpe é uma retórica pueril e que não resiste à mínima leitura do processo", afirmou. Segundo o que teria sido acordado, o casal deveria pagar pelo imóvel cinco parcelas de R$ 700 mil.