Whindersson Nunes fala sobre depressão em entrevista a Maisa Silva

Redação
Instagram / @whinderssonnunes

O youtuber Whindersson Nunes falou sobre depressão em entrevista à apresentadora Maisa Silva no Programa da Maisa deste sábado, 7.
"Acho que eu falar sobre isso de uma forma amigável, e todo mundo ficar sabendo que não tem problema em falar, é a melhor forma de ajudar. A pior coisa de tudo isso é a falta de informação", afirmou Whindersson.
Na sequência, o youtuber fez uma comparação entre o tema e as recentes queimadas na Amazônia: "Está cheio de gente que sabe tudo de um lado, e gente que sabe de tudo de outro. Todo mundo brigando para saber quem 'tocou fogo' e ninguém quer saber o motivo, e nem [saber] como apagar".

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Relembre artistas que já falaram abertamente sobre saúde mental 10 artistas que falaram sobre saúde mental em 2016 MM_AG_PT_ASSET_GROUP_29210 Fábio de Melo

"Eu sou extremamente aberto a contar minhas fraquezas. Acabei de dizer que estou enfrentando uma síndrome do pânico. Não tenho medo da minha humanidade, sei que sou afetivamente exigido o tempo todo, faz parte do meu trabalho, as pessoas se aproximam de mim e chegam muito afetuosas, cheias de histórias. E é claro que há um desgaste emocional natural de tudo aquilo que eu faço. Estou vivendo um tempo muito difícil na minha vida, mas com muita disposição, também, não me sinto vítima. Não gosto desse 'ai, coitadinho, tá cansado'. Quero continuar minha vida e fazer o que eu faço", disse o padre em agosto de 2017; leia mais aqui

 

Instagram / @pefabiodemelo MM_AG_PT_ASSET_779494 Amanda Seyfried

A atriz Amanda Seyfried revelou que sofre com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e toma remédios para tratar a doença há onze anos. "Você não vê a doença mental: não é uma massa; não é um cisto. Mas está lá. Por que você precisa prová-la? Se você pode tratá-la, você a trata. Tinha muita ansiedade quando veio do TOC e pensei que tinha um tumor no meu cérebro", disse. Leia a matéria completa aqui.

Reprodução/ Instagram MM_AG_PT_ASSET_677406 Zayn Malik

O cantor Zayn Malik cancelou alguns shows em 2016 por causa da ansiedade. O ex-membro do One Direction recebeu muito apoio da namorada, a modelo Gigi Hadid, nas redes sociais. Leia a história completa.

Reprodução/Twitter MM_AG_PT_ASSET_677402 Selena Gomez

A cantora Selena Gomez anunciou em agosto que faria uma pausa na carreira para cuidar da saúde. Ela tem lúpus e a doença desencadeou ansiedade, depressão e ataques de pânico. Durante a premiação American Music Awards 2016 ela aproveitou para trazer o assunto à tona novamente e dizer que não queria ver o corpo das pessoas no Instagram, mas sim quem elas realmente eram. Ela também desabafou: "Eu tive que parar. Eu tinha tudo, mas eu estava absolutamente acabada por dentro. E eu mantive as aparências o suficiente para não decepcionar vocês, mas eu acabei decepcionando a mim mesma". Leia mais aqui e também aqui

Reprodução/Youtube MM_AG_PT_ASSET_677399 Rita Ora

A cantora Rita Ora revelou sofrer de ansiedade e disse não ter medo de falar sobre a terapia. "Às vezes, fico nervosa em gravar uma música no estúdio. Eu fico: 'Não estou pronta para gravar isso ainda', ou 'Eu não acho que posso fazer isso'. Fico tão aliviada que me encorajam a fazer bem." Leia mais sobre o assunto aqui. 

Reprodução/Instagram MM_AG_PT_ASSET_677405 Kesha

A cantora Kesha teve um ano complicado, incluindo uma longa e cansativa batalha judicial contra o produtor Dr. Luke e a gravadora Sony. Ela revelou, em maio, que luta contra depressão e distúrbios alimentares. "Minha carreira está em um momento indefinido e sinto que estou lutando uma batalha difícil em alguns dias. Mas eu decidi pegar minha vida de volta. Minha liberdade. Minha felicidade.  Minha voz. Meu valor", escreveu no Instagram. Leia a história completa.

Reprodução/Instagram MM_AG_PT_ASSET_677403 Lucas Lucco

O cantor desabafou no Snapchat sobre a depessão e a síndrome de pânico. Ele chegou a cancelar shows por causa dos transtornos e, no auge da doença, seu avô ficou doente. "Hoje eu posso ver de fora e falar sobre a depressão e a síndrome do pânico. É uma das piores doenças que existem, uma ferida que você não consegue ver, e nem as outras pessoas. Ela está dentro de você. Pode parecer frescura, mas é uma dor muito grande, além do medo de morrer", relatou. Leia mais aqui. 

Divulgação|Globo MM_AG_PT_ASSET_677400 Daiana Garbin

A jornalista, mulher de Tiago Leifert, saiu da Rede Globo e criou um canal no YouTube para discutir temas como anorexia, bulimia e vigorexia (a obsessão por um corpor 'perfeito'). Daiana relata que lida com isso desde a infância e batalha todos os dias. "Tenho 34 anos e desde os 5 eu odeio meu corpo. Eu me olho no espelho todos os dias, me sinto gorda, queria ser magra, já fiz as maiores loucuras que vocês podem imaginar para emagrecer, porque queria ser magra, seca, igual àquelas modelos, palitinhos", conta em um dos videos. Assista e saiba mais sobre o assunto aqui.

Reprodução/YouTube MM_AG_PT_ASSET_677943

"O negócio é conversar. O diálogo é muito bom. Ainda tem muito essa parada, o homem tem disso: 'Ah, não vou lá. Terapia é besteira.'", afirmou.
"A galera acha que quando eu tuítei foi quando começou [a depressão]. Lógico que não. Essas questões vêm na cabeça da gente de muito tempo", continuou, ressaltando o apoio de sua esposa, Luisa Sonza, durante o tratamento.
Whindersson Nunes relembrou um episódio ocorrido em 2015, na cidade de Aracaju, no Sergipe, após um show: "fui para o hotel e comecei a chorar. Perguntava para Deus o motivo de eu ganhar dinheiro, por quê eu era famoso?"
"Por quê chegava gente e falava 'tenho isso e queria me apresentar, fazer meu show', meu Deus, por que essa pessoa tá querendo e não tá conseguindo? Por que eu consegui? Ficava na minha cabeça: por quê eu tenho e as outras pessoas não têm?", continuou.


Whindersson Nunes no Programa da Maisa

Whindersson Nunes participou do Programa da Maisa neste sábado, 7, ao lado do cantor Kevinho. Durante a semana, o youtuber e a apresentadora Maisa Silva brincaram sobre a 'semelhança' entre os dois nas redes sociais.
"Quando você compra uma versão sua na deep web", brincou Whindersson.
Maisa também publicou vídeos do momento, que deve ir ao ar no Programa da Maisa, no SBT, em que pergunta: "Ele é um homem com traços femininos ou eu sou uma mulher com traços masculinos?".
O namorado de Maisa, Nicholas Arashiro, também publicou uma brincadeira no momento em que Whindersson estava vestido como a apresentadora.
Confira abaixo outros registros do encontro entre Whindersson Nunes e Maisa Silva:



Setembro Amarelo

Neste mês ocorre o Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. É neste mês que ações em diferentes esferas sociais buscam promover a saúde mental e dar destaque a centros que oferecem ajuda a quem precisa.

O mês foi escolhido em razão do Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, celebrado todo ano em 10 de setembro. A data é organizada pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e tem a Organização Mundial da Saúde (OMS) como copatrocinadora. O objetivo do dia é conscientizar as pessoas ao redor do mundo que o suicídio pode ser evitado.

Em ação desde 2015, o Setembro Amarelo foi criado pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Durante o mês, monumentos em diferentes cidades também adotam a cor amarela em suas fachadas para dar visibilidade à causa. A cor amarela, segundo o site do CVV, representa a vida, a luz e o sol, simbolismo que reflete a proposta da campanha de preservar a vida.

"Tem crescido o número de pessoas que aderem à campanha e a gente tem tentado fazer mais coisas que envolvam a proposta do Setembro Amarelo", diz Adriana Rizzo, voluntária do CVV, sobre o impacto da campanha ao longo desse tempo.

Prevenção ao suicídio

Segundo a OMS, mais de 90% dos casos de suicídio estão associados a distúrbios mentais e, portanto, podem ser evitados se as causas forem tratadas corretamente. No Brasil, 32 brasileiros tiram a própria vida por dia, o equivalente a uma pessoa a cada 45 minutos. No mundo, ocorre um suicídio a cada 40 segundos. Por isso, ações preventivas são fundamentais para reverter essa situação.

O CVV aposta na educação e na conversa aberta sobre suicídio. "É preciso perder o medo de se falar sobre o assunto. O caminho é quebrar tabus e compartilhar informações", defende o movimento em seu site.

Segundo o psiquiatra Celso Lopes de Souza, educador e fundador do Programa Semente, já está mais do que comprovado que falar sobre suicídio não agrava a situação. "Muito pelo contrário, pode ajudar a tratar as pessoas que tenham essa intenção", afirma.

"Às vezes, tem momentos que a pessoa fica triste, passa por dificuldade e não consegue se curar sozinha. Sabendo que tem apoio da família ou dos amigos, já começa a buscar um caminho", diz Adriana. A voluntária indica que incentivar as pessoas que precisam de ajuda é outra forma de prevenir o suicídio. "Às vezes, a pessoa acha que está acontecendo só com ela, não conversa, não se informa e acaba ficando isolada, acha que não tem saída nem solução. À medida que fala, ela se interessa de alguma maneira e também ajuda umas as outras", afirma.

Souza diferencia os indivíduos que têm pensamentos de morte dos que possuem ideação suicida. "O pensamento de morte é mais comum. A pessoa pensa 'eu poderia morrer' ou 'eu queria morrer'. A ideação do suicídio é mais grave, em que a pessoa pensa 'eu quero me matar'", explica. Ele indica que aqueles com ideação suicida vivem três 'is': sentem que a dor é impossível, insuportável e interminável.

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O suicídio, segundo o CVV, é um ato de comunicação. "Quem se mata, na realidade tenta se livrar da dor, do sofrimento, que de tão imenso, parece insuportável", diz a organização. Ao falar abertamente sobre o assunto, a pessoa com ideação suicida e quem estiver ao redor dela podem perceber os sinais e saber que existem serviços de ajuda.

Segundo a voluntária do CVV, isolamento e deixar de fazer