Whindersson e Luísa: precisamos parar de romantizar casais famosos

Whindersson Nunes e Luísa Sonza (Foto: Instagram)


"Se o Leon e a Nilce terminarem, eu paro de acreditar no amor". Essa foi apenas uma das muitas reações que os usuários do Twitter tiveram ao saber do fim do casamento de Whindersson Nunes e Luísa Sonza. O comentário diz respeito aos produtores de conteúdo Leon Martins e Nilce Moretto, do canal do YouTube 'Coisa de Nerd', e nos levou a essa reflexão.

Nesta quarta-feira (29), Whindersson e Luísa anunciaram que a relação chegou ao fim (os dois estão juntos há quatro anos, mas casaram há dois, em 2018), e levantaram um ponto importante: 

"Nós dois sempre fomos um casal inspiração pra muita gente, e sabemos o peso que temos na vida de muitas pessoas, mas, precisamos, nesse momento, fazer com que vocês entendam que nem sempre o amor existe só quando existe casamento", diz o comunicado.

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Parece estranho uma frase como essa em um anúncio de separação, mas ela tem um motivo: a romantização do relacionamento de casais famosos. Fátima Bernardes e William Bonner, Thiaguinho e Fernanda Souza, Angelina Jolie e Brad Pitt, Kristen Stewart e Robert Pattinson… são tantos casais que se tornaram o ideal de relacionamento das pessoas que é difícil contar. 

O que o comunicado de Whindersson e Luísa mostra, porém, é como é complicado ter um relacionamento diante do olho público. Afinal, imagine a pressão que é manter o relacionamento perfeito para que as outras pessoas continuem acreditando que o amor existe. 

Em uma sociedade na qual a perfeição é o mínimo aceitável (vide a forma como as mulheres são vistas e os padrões de beleza que, aparentemente, precisam seguir) qualquer escorregada rendem rumores, tuítes raivosos, manchetes nos tabloides e o tal do cancelamento, a moda da vez. 

Kristen Stewart, aliás, sabe bem o que é isso. Estrela de uma das maiores franquias do cinema, ‘Crepúsculo', começou um relacionamento com Robert Pattinson enquanto os dois ainda filmavam os longas da série. A visão dos adolescentes foi unânime: o casal perfeito, com certeza. Tudo caiu por terra, porém, quando Kristen foi flagrada, em 2012, traindo o ator com o diretor Rupert Sanders. 

Com Fátima e William, o término não foi tão escandaloso assim, mas o casal queridinho da televisão brasileira deixou muitos fãs de coração partido e desacreditados do amor quando o divórcio foi anunciado - afinal, tinham ali um exemplo de relação forte e duradoura, que aparentemente nunca acabaria. 

Essa romantização, no entanto, ignora uma premissa básica: são pessoas, assim como nós, tentando entender como se relacionar umas com as outras. Nesse caminho acontecem erros, desconcertos, falta de compreensão e até o reconhecimento de que, enquanto o amor ainda está ali, a vida em casal já não é mais o que os dois querem. 

A pressão pela perfeição não fica só na aparência das mulheres em Hollywood (e fora de lá), mas também em relação a um ideal de relacionamento amoroso que a própria Hollywood vende muito bem há décadas com comédias românticas e filmes da Disney. 

Todo mundo quer amar e ser amado, isso é um fato - existe alguém louco o bastante para dizer que não quer uma vida com amor? -, mas relacionamento é trabalhoso, exige conversa, compreensão, bola baixa e, principalmente, desejo de entender o outro. Nesse processo, pode ser que os dois lados descubram que é o momento de cada um seguir o seu caminho. E tudo bem. 

"E não, não desistam do amor, jamais, só entendam que o amor pode ser maior do que a gente imagina, a ponto de saber o que é melhor pro amor continuar vivendo", disseram Whindersson e Luísa. E é verdade. Acreditar que o amor acontece só em uma relação a dois é um erro - e ninguém é obrigado a continuar em uma relação já desgastada, nem mesmo quem é famoso.