Weintraub: 'Odeio o termo “povos indígenas”. Vamos acabar com esse negócio de povos e privilégios'

Debora Álvares
Ministro da Educação: “Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF”.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, criticou o termo “povos indígenas”, afirmando que é necessário acabar com “esse negócio de povos e privilégios”. A declaração ocorreu há um mês, na reunião interministerial de 22 de abril, cuja íntegra foi liberada nesta sexta-feira (22) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello. A gravação faz parte do inquérito que apura as acusações feitas pelo ex-ministro Sergio Moro contra o presidente Jair Bolsonaro. 

“Odeio o termo ‘povos indígenas’, odeio esse termo. Odeio. O ‘povo cigano’. Só tem um povo neste País. Quer, quer. Não quer, sai de ré. É povo brasileiro, só tem um povo. Pode ser preto, pode ser branco, pode ser japonês, pode ser descendente de índio, mas tem que ser brasileiro, pô! [Vamos] Acabar com esse negócio de povos e privilégios. Só pode ter um povo, não pode ter ministro que acha que é melhor do que o povo. Do que o cidadão”, disse Weintraub. 

Como já havia sido destacado por participantes da reunião, o chefe do MEC também se dirigiu de forma agressiva ao Supremo e chegou a falar em prender os magistrados: “Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF”.

O ministro afirmou ter se aproximado do presidente Jair Bolsonaro há 3 anos, sem nunca ter pedido privilégios e que entrou no governo em busca de “liberdade”. “Eu acho que a gente tá perdendo um pouco desse espírito. A gente tá perdendo a luta pela liberdade. É isso que o povo tá gritando. Não tá gritando pra ter mais Estado, pra ter mais projetos, pra ter mais... O povo tá gritando por liberdade, ponto. Eu acho que é isso que a gente tá perdendo, tá perdendo mesmo. O povo tá querendo ver o que me trouxe até aqui.”

Comparando o atentado a faca sofrido pelo chefe na campanha presidencial de 2018 e as recorrentes críticas que recebe, além de representação ao Conselho de Ética na Presidência e ação no STF, Weintraub afirmou:...

Continue a ler no HuffPost