Wagner Moura, Bruno Gagliasso e mais famosos lançam manifesto contra Bolsonaro

Jair Bolsonaro (Foto: SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)
Jair Bolsonaro (Foto: SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)

Os atores Wagner Moura e Bruno Gagliasso, os cantores Chico Brown, Lenine, Chico César, Leci Brandão e Zélia Duncan, o professor de língua portuguesa, Pasquale Cipro Neto, mais conhecido como Professor Pasquale, e diversos outros artistas e personalidades públicas se reuniram para lançar um manifesto em formato de música contra o atual presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL).

Disponibilizada no sábado (17), o vídeo já conta com mais de 300 mil execuções até o momento da publicação deste texto. A letra, composta pelo jornalista e compositor Carlos Rennó, revisita declarações feitas por Bolsonaro em relação à ditadura militar brasileira, comentários preconceituosos contra negros, indígenas, mulheres e a comunidade LGBTQIA+.

"'Hino' ao Inominável" também critica a postura do presidente em relação à preservação ambiental, à liberação das armas para a população, à educação, aos casos de violência policial e, entre outros, à pandemia de coronavírus, que matou, apenas no Brasil, 685 mil pessoas entre 2020 e 2022, enquanto Bolsonaro negava a gravidade do vírus e estimulava brasileiros a não tomarem a vacina desenvolvida para frear a covid-19.

“Feito pra lembrar, pra sempre, esses anos sob a gestão do mais tosco dos toscos, o mais perverso dos perversos, o mais baixo dos baixos, o pior dos piores mandatários da nossa história. E para contribuir, no presente, para a não reeleição do inominável”, diz a descrição do vídeo, disponível no YouTube.

Assista:

Documentário questiona a masculinidade na visão de Bolsonaro

Além da música, Jair Bolsonaro também foi tema do documentário “Quebrando Mitos”, lançado na última sexta-feira (16/9) no YouTube e na página oficial do filme. Idealizado, produzido e dirigido por Fernando Grostein e seu marido, o ator e cantor Fernando Siqueira, o filme tem o presidente Jair Bolsonaro no centro de uma trama que, segundo os diretores, soaria inverossímil se fosse um roteiro de ficção. O capitão é a personificação do fenômeno investigado ao longo do documentário: a masculinidade catastrófica.

Essa masculinidade catastrófica, expressa no culto às armas e à violência, no desmatamento e no desprezo por modelos familiares que não sejam formados por pessoas brancas e heterossexuais, produz imagens o tempo todo e em tempo real. Daí o esforço dos diretores para encaixar, de última hora, o discurso de Bolsonaro no Sete de Setembro, quando instigou uma multidão a aclamá-lo como “imbrochável” –um traço evidente do fenômeno que o filme tenta destrinchar.

“Nossa reflexão é a seguinte: o homem não precisa ser assim. Nós, homens LGBTQs, temos naturalmente amor ao masculino, mas ao masculino virtuoso”, resume o diretor, que há anos administra a página “Quebrando o Tabu”, uma plataforma de direitos humanos com mais de 10 milhões de seguidores derivada de um filme homônimo sobre a guerra às drogas, lançado em 2011.

A ideia do filme surgiu após uma série de ameaças recebidas por Grostein ao assumir publicamente, em 2017, sua orientação sexual e compartilhar em um vídeo o seu processo de aceitação.