Vitiligo: as principais dúvidas sobre a doença de pele de Natália, do ‘BBB 22’

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Participante do “Big Brother Brasil 22”, Natália Deodato descobriu que tinha vitiligo aos 9 anos, quando as primeiras manchas começaram a aparecer em seu corpo. Um ano e meio depois, ela foi diagnosticada com a doença. Antes de entrar no reality show, a sister falou sobre a condição.

“Eu tinha vergonha, tampava, usava muita maquiagem. Foi quando realmente decidi encarar de peito aberto. Essa sou eu, é assim que eu quero que as pessoas me vejam e é assim que as pessoas vão ter que me respeitar”, contou Natalia em seu vídeo de apresentação do programa.

O vitiligo é uma doença não contagiosa, segundo explica o dermatologista Igor Manhães, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

— O vitiligo é uma doença cutânea com um conjunto de causas genéticas e autoimunes, onde já existe uma predisposição e um gatilho desencadeia o aparecimento de lesões — afirma Manhães.

Segundo a SBD, dados oficiais indicam que o vitiligo alcança 1% da população mundial. No Brasil, mais de 1 milhão de pessoas convivem com a doença.

— A doença pode ser desencadeada por diferentes gatilhos, como o estresse, por exemplo. Pode ter algum fator genético envolvido e ela pode estar associada a outras doenças autoimunes. Por exemplo, se você tem uma doença autoimune na tireoide, você pode ter vitiligo associado — diz Beni Grinblat, diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia e médico do Hospital Albert Einstein, ao site G1.

As áreas mais afetadas do corpo pela doença, segundo Manhães, são o que chamamos de periorificiais, como pálpebras, boca, região genital e superfícies ósseas nas mãos, cotovelos e joelhos. Quando o vitiligo já está instalado, traumas na pele também podem abrir novas manchas, explica o especialista, dizendo ainda que há alternativas para reverter a condição:

— Tratamentos contra corticoide tópicos, injetáveis, imunomoduladores e fototerapia. A eliminação total das manchas é difícil, pois a doença pode se abrandar e piorar. Mas os tratamentos acima citados têm boa resposta quando a adesão do paciente é boa.

O vitiligo é uma doença caracterizada pela perda da coloração da pele, com diminuição ou falta de melanina (pigmento que dá cor à pele) em certas áreas do corpo.

Não. Segundo Igor Manhães, o vitiligo é uma doença cutânea com um conjunto de causas genéticas e autoimunes, onde já existe uma predisposição e um gatilho que desencadeia o surgimento de lesões.

Quase sempre, o único sintoma são as manchas despigmentadas na pele. Elas podem estar isoladas ou espalhadas, principalmente nos genitais, cotovelos, joelhos, face, extremidades de membros inferiores e superiores (mãos e pés).

O vitiligo não tem cura, mas possui diferentes tipos de tratamentos: uso de cremes de corticoides, técnicas que estimulam a pigmentação (como a fototerapia), laser, além de procedimentos cirúrgicos de transplante de melanócito. A doença não tem prevenção. A pessoa consegue conviver normalmente com o vitiligo, mas precisa se proteger do sol.

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