Virgínia e Zé Felipe estão errados? Pediatra opina sobre viagem de Maria Flor

Virgínia e Zé Felipe no Aeroporto de Guarulhos (Fotos: Leo Franco/AgNews)
Virgínia e Zé Felipe no Aeroporto de Guarulhos (Fotos: Leo Franco/AgNews)

Virgínia Fonseca e Zé Felipe levaram as filhas Maria Alice, de 1 ano e 5 meses, e Maria Flor, de apenas 30 dias, para Portugal. A viagem aconteceu na noite desta segunda-feira (21) e repercutiu nas redes sociais. O casal recebeu críticas por colocar a segunda filha "em risco" tão cedo. Mas será que erraram mesmo?

O Yahoo conversou com a doutora Caroline Peev, coordenadora do Pronto socorro do Sabará Hospital Infantil, sobre o burburinho do momento. Ela garante, porém, que "as viagens longas não são um problema, desde que a rotina do bebê seja respeitada".

"O avião é um ambiente teoricamente seguro, se pensarmos em filtro de ar, pois usa-se o filtro HEPA (que chega a eliminar ácaros, bactérias e vírus)", diz ela, sem definir uma idade exata para as crianças viajarem.

De acordo com a especialista, os casos devem ser analisados de forma individual. Motivo e necessidade da viagem também devem ser levados em consideração pelos pais e médicos. Por isso, não dá para cravar se Virgínia e Zé Felipe foram irresponsáveis ou prudentes ao levarem Maria Flor para Portugal. Apenas a família e os especialistas que acompanham as crianças diretamente têm propriedade para opinar.

Virgínia Fonseca no aeroporto com Maria Flor (Foto: Leo Franco/AgNews)
Virgínia Fonseca no aeroporto com Maria Flor (Foto: Leo Franco/AgNews)

É bom evitar

Ainda que não seja um erro, viajar com um bebê tão cedo não deixa de ser arriscado. "Orienta-se que o calendário vacinal esteja completo para se ter uma segurança maior. Mesmo aos 3 meses, ainda existem outras vacinas para serem tomadas. Depende da necessidade da família. O calendário vacinal está completo após os 15 meses e só após os 2 anos permite-se o uso de máscara", lembra Caroline.

Outro ponto importante a ser considerado é que o contato com outras pessoas na aeronave pode ser prejudicial. "Se um passageiro sentado próximo está doente, existe chance de contaminação pelas partículas expelidas na tosse e espirro", explica a doutora.