Viral do TikTok, Jovem Dionísio defende plataforma: "Galera cria o resto da história"

Banda Jovem Dionisio no clipe de
Banda Jovem Dionisio no clipe de "Acorda, Pedrinho". Foto: Divulgação

Resumo da notícia:

  • Banda Jovem Dionísio toca no Rock in Rio após ganhar as redes com Acorda, Pedrinho

  • Em entrevista ao Yahoo, a banda mineira falou sobre a importância do TIkTok na música

  • Vocalista Bernardo Pasquali exalta liberdade da plataforma para criações

Do TikTok para o Rock in Rio 2022, a banda Jovem Dionísio sobe ao palco neste sábado (10) para levar "Acorda, Pedrinho" e outros sucessos ao público da Cidade do Rock. Antes de começarem a apresentação, os músicos curitibanos falaram com o Yahoo sobre a importância da rede social dos virais no universo musical.

"É massa, porque o TikTok dá espaço de cada pessoa fazer o que quiser com a música. Querer fazer um vídeo de uma parte do seu dia, em que a música faça sentido, ou quer fazer uma dança que sinta vontade", declarou o vocalista Bernardo Pasquali.

Para o cantor, o TikTok é uma ferramenta que permite os usuários criarem em cima da faixa produzida pelos artistas. "Como músicos, a gente cria as 'paradas' e elas são ouvidas do jeito que a gente faz, mas a galera cria o resto da história por si", completou ele.

Vale lembrar que a Jovem Dionísio é parte da line-up do palco Supernova e entra em cena partir das 19:30 para agitar os espectadores com um repertório marcado por brasilidades.

"Acorda, Pedrinho" foi feita em retiro após letras tristes

Em conversa com o Yahoo em maio deste ano, a banda Jovem Dionísio contou que a canção que dominou o feed dos internautas já existe desde 2020, quando o grupo ainda nem tinha um perfil no TikTok, onde a faixa viralizou. "A gente pensou e fez praticamente no mesmo dia. Pegamos um trecho de uma letra e uma base de guitarra, chegamos no dia que ia produzir tudo e já tinha quase a música inteira", afirmou Gabriel Mendes, baterista do grupo.

Eles se reuniram em um retiro por sete dias com a intenção de compor músicas diariamente. "No começo do dia, a gente fazia uma versão e, no final, tinha que estar pronta. A gente fez [Acorda, Pedrinho] no quarto dia. Nos três primeiros, a gente estava fazendo algo mais introspectivo", explicou Rafael Mendes, o guitarrista. "Pensamos em mudar um pouco a linha, senão o disco ia ser só de chorar", completou Gustavo Karam. Clique aqui para saber mais.