Viola Davis protesta por protagonismo negro em Hollywood: "somos as sobras"

Rafael Monteiro
·2 minuto de leitura
Viola Davis arrives at the British Academy of Film and Television Awards (BAFTA) at the Royal Albert Hall in London, Britain, February 10, 2019. REUTERS/Henry Nicholls
Viola Davis sorri para os fotógrafos em cerimônia do Bafta, em 2019 REUTERS/Henry Nicholls

Resumo da notícia:

  • Viola Davis ainda não vê grande progresso na inclusão dos atores negros em Hollywood: "somos as sobras"

  • Para a atriz, papéis ainda são escritos especificamente para pessoas não-brancas na indústria

  • "A única razão pela qual quebro recordes é porque ninguém foi reconhecido. Essa 'honra' é limitada", desabafou a estrela

Viola Davis ainda não vê grande inclusão dos negros em Hollywood. Em entrevista recente à Variety, a atriz de 55 anos protestou contra o discurso de inclusão vigente e afirmou que os artistas não-brancos ainda são tratados como "sobras" pela indústria.

"É tão difícil fazer filmes que não se enquadrem em uma determinada caixa de como eles nos veem," desabafou Davis, pedindo mudanças concretas no cinema. "A inclusão não pode ser uma hashtag", completou.

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"Você precisa escrever papéis culturalmente específicos para pessoas de cor - isso é tão pensado quanto os papéis de nossos colegas brancos, para chegar ao ponto de excelência, para sermos considerados para prêmios", continuou a atriz.

"Mas investir tempo com inclusão é um segundo pensamento. Nós somos as sobras", finalizou.

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Sobre os próprios prêmios

HOLLYWOOD, CA - FEBRUARY 26: Actress Viola Davis, winner of the award for Actress in a Supporting Role for 'Fences,' poses in the press room during the 89th Annual Academy Awards at Hollywood & Highland Center on February 26, 2017 in Hollywood, California. (Photo by Jeffrey Mayer/WireImage)
Viola Davis com o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por "Um Limite Entre Nós", em 2017 (Photo by Jeffrey Mayer/WireImage)

Vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2017 por "Um Limite Entre Nós", Viola Davis não se impressiona particularmente com um recorde obtido neste ano. Com a indicação ao troféu de Melhor Atriz na mesma cerimônia, "A Voz Suprema do Blues", de George C. Wolfe, Davis se tornou a atriz negra com mais indicações na história do prêmio: quatro.

Para Davis, os recordes têm uma explicação clara: a baixa diversidade nas premiações. "A única razão pela qual quebro recordes é porque ninguém foi reconhecido. Essa 'honra' é limitada. O problema é com o próprio negócio cinematográfico, não com os prêmios. Você não pode nomear ninguém para prêmios se filmes não forem feitos", finalizou a estrela.

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