Viola Davis diz que diretor já confundiu o seu nome com o da empregada

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CANNES, FRANCE - MAY 19: Viola Davis attends Kering
Viola Davis (mulher negra, com cabelo crespo volumoso na altura dos ombros: veste blazer e camisa vermelhos, mesma cor dos seus brincos) durante conversa realizada em 19 de maio de 2022 no Festival de Cannes (Foto: Vittorio Zunino Celotto/Getty Images for Kering)

Resumo da notícia:

  • Viola Davis relembrou caso de racismo em conversa no Festival de Cannes

  • Atriz de 56 anos diz que teve o nome confundido com o da empregada de um diretor

  • "Essas microagressões acontecem o tempo todo", lamentou a vencedora do Oscar

Viola Davis relembrou um caso de racismo do início da sua carreira em Hollywood em conversa organizada pela revista Variety no Festival de Cannes. A atriz de 56 anos diz que já teve o seu nome confundido com o da empregada de um diretor - que já a conhecia há pelo menos 10 anos.

"Eu tive um diretor que fez isso comigo... e eu descobri que foi porque era o nome de sua empregada", contou ela, sem revelar o nome do cineasta. "Eu tinha cerca de 30 anos na época, então foi há algum tempo. Mas o que você precisa perceber é que essas microagressões acontecem o tempo todo."

Na entrevista, Viola Davis ainda apontou para o problema dos papéis oferecidos para atores negros na indústria do cinema. Em entrevista para a Vanity Fair em 2020, ela chegou a dizer que se arrepende de ter vivido a empregada doméstica Aibileen Clark em “Histórias Cruzadas” (2011), um dos seus trabalhos mais conhecidos.

"Se eu quisesse interpretar uma mãe cuja família vive em um bairro de baixa renda e cujo filho era membro de uma gangue que morreu em um tiroteio, eu poderia fazer isso", analisou. "Se eu interpretasse uma mulher que está procurando se reinventar viajando para Nice e dormindo com cinco homens aos 56 anos – com a minha aparência, vou ter dificuldade em ir em frente com isso, mesmo sendo a Viola Davis."

"Vamos ser honestos. Se eu tivesse meus mesmos traços e fosse cinco tons mais clara, seria um pouco diferente. E se eu tivesse cabelos loiros, olhos azuis e até um nariz largo, seria um pouco diferente do que é agora", acrescentou a vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante de 2017 por "Um Limite Entre Nós". "Poderíamos falar sobre colorismo. Poderíamos falar sobre raça. Isso me irrita e já partiu meu coração em vários projetos, os quais não vou citar", finalizou Davis.

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