'Vilão não precisa gritar', diz Fernando Pavão

O ator vive vilão em “Escrava Mãe” (Divulgação/Record)

Fernando Pavão pode ser visto fazendo maldades todas as noites na pele do comendador Almeida de “Escrava Mãe”. O ator fala como compôs o personagem obcecado pela protagonista Juliana (Gabriela Moreyra) e como foram as gravações da trama, no ano passado.

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“O Almeida faz maldade mesmo, não tem escrúpulos nem limites. Tem sarcasmo, um cinismo muito apurado e dá respostas rápidas. Meu grande medo era que meu vilão caísse no estereótipo, tive que dar o tempero para não ficar demais. Ele é bom, ruim, como a gente é na vida. Consegui dar humanidade a ele, dá para criar empatia”, avalia.

Pavão diz o que levou em conta para fazer o malvado de época na novela da Record. “O vilão não precisa gritar, ele não anuncia maldade, simplesmente faz porque é da essência dele. O Almeida tem uma doçura na voz, fala mansa com rompantes de fúria em que fica cego e faz as maiores atrocidades. Tive algumas inspirações, como por exemplo o personagem (Sebastian) do John Malkovich no filme ‘Ligações Perigosas’ (1988), que tem um tom de voz agradável e suave para um cara que faz maldades e tem rompantes”, compara.

As gravações aconteceram no ano passado, bem antes da trama ir ao ar. Com isso, ele não viu como estavam ficando suas cenas, o que não foi problema. “Nós éramos nosso termômetro e nossos diretores nos balizavam o tempo todo. Foi libertador não ver as cenas porque o julgamento é inevitável, você passa a se podar”, diz ele, que agora se prepara para interpretar o produtor musical Rick Bonadio na série sobre os Mamonas Assassinas, também na Record.