Vida sexual dos pais tem de ser naturalizada para o filho

·3 min de leitura
Parents having conversation with teenage child with problem solving attitude
“Flagras” podem acontecer. Foto: Getty Images

A vida sexual dos pais é, obviamente, um momento privado, mas “flagras” podem acontecer. Se isso já ocorreu com você ou se apenas possibilidade te assombra, saiba que há várias maneiras de contornar a saia-justa, mas fingir que não aconteceu não é uma delas.

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“Se é uma família saudável, acaba sendo natural para a criança que os pais têm uma vida privada, da qual ela não faz parte, ainda que ela não tenha clareza do que acontece dentro do quarto dos adultos”, afirma a psicóloga Valdeli Vieira, especialista no atendimento à infância e à adolescência e mestre em ciências da saúde pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

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Explicar sim, detalhes, não

No caso de um flagra, independentemente de o filho ser criança ou adolescente, uma primeira ação é não ignorar o que aconteceu. “Uma reação comum de crianças pequenas é achar que os pais estão se machucando. É importante, portanto, dar uma resposta imediata para acalmá-la. Mas não é preciso entrar em detalhes do que se estava fazendo, porque isso pode mais confundir do que ajudar”, diz Valdeli.

A couple having a 'the talk' with their young son.
Explicar sim, detalhes, não. Foto: Getty Images

Com os maiores, os pais podem se recuperar do susto antes de procurarem o filho para saber se ele quer conversar, o que está sentindo. “Quem determina a velocidade da resposta é a criança. E, se ela disser que não precisa conversar, pois sabe o que estava acontecendo, respeite. Ela lidar sozinha com o que houve é um bom sinal”, fala a especialista.

Sem culpa

Para Valdeli, os pais não precisam se martirizar com o acontecimento, achando que traumatizaram o filho para sempre. O segredo é manejar o momento seguinte, criando um espaço de comunicação de acordo com a necessidade de resposta do filho.

A comunicação é sempre o caminho de ouro na relação com os filhos, procurando falar sobre os assuntos sem culpa nem constrangimento. “É importante ter em mente que a educação sexual tem de ser conversada de uma forma natural a partir do momento que a criança tem condições de entender”, afirma Valdeli. Esse processo é fundamental também para a prevenção de abusos. “A conversa começa lá atrás com os pais falando para o filho que não é todo mundo que pode tocar seu corpo.”

Mother and daughter having a serious talk
A comunicação é sempre o caminho de ouro na relação com os filhos. Foto: Getty Images

A vida privada dos adultos

A despeito de Valdeli dizer que os flagras não são o fim do mundo, ela reforça que os adultos têm de ter discernimento de como vivenciam seus momentos de intimidade, não só de sexo propriamente dito.

“Atendia a uma menina de 9 anos, cuja mãe era separada e costumava levar os namorados para casa. Ela beijava e abraçava na frente da filha, o que a deixava constrangida e desconfortável. São comportamentos que se pode evitar para não expor a criança a determinadas situações que ela não precisa passar”, finaliza Valdeli.

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