Vanessa Gerbelli lamenta morte do pai, que lutava contra leucemia: ‘Um guerreiro resiliente’

Redação


“Perdemos um grande homem. Um grande amigo. Um guerreiro resiliente, inteligente, articulado, humilde. Comilão, palhaço. Justo, muito justo”, desabafou Vanessa Gerbelli em uma publicação nas redes sociais nesta terça-feira, 10.
A atriz fez um texto emocionante no Instagram em que lamenta a morte do pai. “Precioso nas suas dissertações. Um raciocínio e uma memória invejáveis. Apaixonado pela mamãe. Apaixonado pela sua casa, pelo Timão, pelo seu cachorro, que o deixou antes”, afirmou.
Romeu Gerbelli tinha 76 anos. Há alguns meses, lutava contra leucemia. Ele passou por um tratamento contra o câncer e precisaria de um transplante de medula óssea.
“A coisa mais marcante que costuma dizer, quando a gente perguntava sobre não ter conhecido sua mãe, que morreu em seu parto, era: ‘Eu fui criado com muito amor por tias e primas. Nada me faltou e nunca, nunca chorei no escuro do meu quarto’. Eu choro, meu pai...eu choro. Obrigada por tudo”, concluiu a Vanessa.





Em novembro do ano passado, a atriz chegou a anunciar que seria doadora do pai, em uma publicação que fez no Instagram.
“Meu pai está com um tipo de leucemia e chegou-se à conclusão de que o melhor tratamento para ele é agora o transplante. Eu serei doadora. Estamos confiantes”, publicou Vanessa na ocasião.


O que é leucemia?

Leucemia é um tipo de câncer no sangue que acomete a medula óssea, onde são fabricadas as células sanguíneas. Quando uma delas não atinge a maturidade, sofre uma mutação genética que a transforma em células cancerosas. Elas acabam sendo maioria, substituindo as células saudáveis.

Quais são os sintomas da leucemia?

Na leucemia aguda, o paciente se sente muito mal, apresenta fraqueza, sangramento e vômito. Na crônica, a ausência de sintomas pode durar muito tempo.

Quais são os fatores de risco para leucemia?

Segundo o Inca, as causas da leucemia ainda não estão definidas, mas suspeita-se da associação entre determinados fatores com o risco aumentado de desenvolver alguns tipos específicos da doença. Por exemplo: o tabagismo estaria associado à leucemia mieloide aguda. Carla afirma que há um critério para fazer um prognóstico. A mieloide apresenta o risco Sokal que avalia o risco pelo tamanho do baço, idade e número de plaquetas. A linfoide apresenta alteração molecular em exames de sangue e isso pode ser usado como fator de risco.

Quais são os tratamentos para leucemia?

No tipo linfoide crônica, o paciente pode fazer apenas acompanhamento. Quando o tratamento é necessário, pode ser venoso ou oral. Na mieloide crônica, todos devem fazer tratamento, até o fim da vida, com medicamentoso oral com comprimidos, e as respostas costumam ser excelentes. Já o tratamento da leucemia aguda dura em torno dois anos, dependendo do tipo de melhor prognóstico. Caso ele seja muito bom, são cerca de dois anos mesmo. Se for de risco alto, será preciso fazer transplante. O acompanhamento do paciente apóa remissão da leucemia aguda deve ser de até cinco anos.