Van Gogh, Picasso e Munch, protagonistas de leilões em Paris e Londres

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Funcionários preparam a obra do pintor holandês Vincent Van Gogh "Street scene in Montmartre" (1887) na casa de leilões Sotheby's em Paris, em 24 de fevereiro de 2021

Uma das poucas telas de Van Gogh ainda em mãos privadas e pertencente ao seu período parisiense será leiloada nesta quinta-feira (25) em uma venda dupla excepcional organizada pela Sotheby's em Paris e Londres, que também incluirá obras de artistas como Picasso, Munch, Hockney e Degas.

Com um preço estimado entre 5 milhões e 8 milhões de euros (5,9 e 9,4 milhões de dólares), "Cena de rua em Montmartre" foi pintada por Van Gogh em 1887, durante sua curta estada em Paris.

Nela, é possível ver um casal passeando e duas crianças brincando, tendo ao fundo o "Moulin à poivre", um emblemático moinho de vento convertido em salão de dança na época.

É a primeira vez que a tela, que nos permite intuir a virada de Van Gogh para o impressionismo, aparece em público desde que foi adquirida por uma família francesa por volta de 1920.

Será vendida on-line em Paris e pode exceder em muito o preço estimado. O último Van Gogh comprado em leilão, "Laboureur dans un champ" (1889), alcançou US$ 81 milhões em 2017 em Nova York.

Nesta venda de arte impressionista e moderna, também será apresentada em Paris uma "Dançarina", de Edgar Degas, bem como as obras "El Matador dans l'arène", de Francis Picabia, e "La Récolte des Pois", de Camille Pissarro, uma pintura recentemente devolvida aos herdeiros do famoso colecionador judeu Simon Bauer.

Há também um tríptico do pintor surrealista chileno Matta.

Em Londres, um retrato de Picasso de 1941 de sua amante e fotógrafa Dora Maar, que ele retratou sentada em uma poltrona, será leiloado. É estimado entre 6,5 milhões e 8,5 milhões de libras (8,9 e 11,6 milhões de dólares).

A mesma estimativa se aplica a um tríptico primaveril de quatro metros de largura do britânico David Hockney, um dos artistas vivos mais requisitados do mundo.

Também estarão em leilão duas pinturas do norueguês Edvard Munch: um autorretrato de 1926 e uma cena de praia "Embrace on the beach", que o oficial nazista Hermann Göring teria pendurado em seu escritório, embora o autor de "O Grito" estivesse entre os artistas proibidos pelo regime.

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