Valesca Popozuda usa boné 'CPX' que viralizou com Lula e leva funk explícito à posse

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 23.02.2019 - A cantora Valesca Popozuda. (Foto: Greg Salibian/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 23.02.2019 - A cantora Valesca Popozuda. (Foto: Greg Salibian/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Únicos artistas oriundos do funk, Valesca Popozuda e os MCs Marks e Rahell foram prejudicados pelo atraso de mais de duas horas que se acumulou ao decorrer dos vários shows do Festival do Futuro, que acontece em Brasília, durante a posse de Lula.

A demora, que causou um efeito dominó na programação do evento, fez com que o público na manhã desta segunda (2) já fosse pequeno em comparação às apresentações anteriores.

Assim como Pabllo Vittar, que cantou no festival minutos antes, Valesca sempre se mostrou apoiadora fiel de Lula. O que garantiu sua vaga na escalação do festival também foi, contudo, sua contribuição ao funk com sucessos como "Beijinho no Ombro".

Ao subir o palco cantando essa faixa, Valesca se deparou com uma esplanada esvaziada e o sol prestes a raiar. Apesar do cenário desfavorável, ela conseguiu animar a plateia que ainda resistia após uma maratona de quase 18h de shows.

A funkeira se apresentou usando um boné com as letras "CPX", uma referência ao Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, acessório que viralizou durante a campanha do atual presidente. Valesca cantou o "Funk do Lula", que ela fez em 2008 para o petista, e se declarou a ele durante a apresentação.

O repertório contou com alguns clássicos do funk de letras explícitas sobre sexo, como "Agora Sou Solteira", do tempo de Gaiola das Popozudas. Ela ainda cantou trechos de "Eu Só Quero É Ser Feliz", de Cidinho e Doca, e "Som de Preto", de Amilcka e Chocolate.