Quem é Valentina Sampaio: a primeira modelo trans da Vitória’s Secret?

Valentina tem apenas 22 anos e já está no foco de todo o mundo (Foto por: MIGUEL MEDINA/AFP/Getty Images)

Da participação na novela ‘Força do Querer’ à Vitória’s Secret. A modelo brasileira Valentina Sampaio, de 22 anos, é a primeira transgênero a brilhar nas passarelas da grife de lingeries norte-americana Victoria’s Secret, seguindo os passos de Gisele Bündchen, Adriana Lima e Alessandra Ambrósio, entre outras.

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Mas, antes de ser uma das angels da famosa marca de lingerie, Valentina já chamava atenção. Em 2017, ela foi capa da revista 'Vogue’, sendo a primeira transgênero a conseguir esse destaque na publicação. E, desde 2016, ela é uma representantes da L'Oréal Paris, ao lado de outras celebridades como Ágatha Moreira, Emanuela de Paula, Grazi Massafera, Isabeli Fontana, Juliana Paes, Sophia Abrahão e Taís Araújo.

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Valentina fez uma ponta em ‘A Força do Querer’

Em 2017, Valentina também apareceu na novela ‘A Força do Querer’, de Glória Perez, na qual fez uma aparição sendo ela mesma, em um desfile de lingerie. Um ano depois, ela estreou oficialmente como atriz em ‘Berenice Procura’ na pele de Isabelle Deluxe, uma cantora transgênero que é assassinada na praia de Copacabana e dá fôlego para transformar a vida da taxista Berenice, interpretada por Cláudia Abreu.

Do Ceará para o mundo

Nascida em Aquiraz, no litoral do estado do Ceará, cidade bem próxima de Fortaleza, foi durante o curso de Moda na faculdade, que foi convidada para modelar pela primeira vez. Valentina estreou nas passarelas em 2015, quando foi lançada pela agência Joy Model, durante o Dragão Fashion Brasil daquele ano – um dos maiores eventos de moda autoral da América Latina, que acontece todos os anos em Fortaleza. Já em 2016, ela estreou na tradicional São Paulo Fashion Week e dali para frente, só cresceu como profissional.

Apoio da família e portas fechadas

Apesar de dizer que não sofreu preconceitos quando mais nova e sempre ter sido acolhida pela família, amigos e conhecidos, ela enfrentou algumas dificuldades na profissão e teve trabalhos recusados por ser trans. Ainda assim, ela vê o mundo fashion como uma porta para a oportunidade. “Seria mentira dizer que não há mais preconceito [contra trans], mas a moda se tornou uma das áreas mais abertas para a mudança de pensamento sobre sexualidade e beleza”, disse ela, em uma entrevista à Folha de São Paulo.