Vai à praia? Evite esses 5 problemas de saúde comuns no verão

Preparada para a praia? Confira algumas dicas para fugir de apuros na areia (Foto: Getty Images)

Por Gislene Vieira

O verão não reserva apenas mar, sombra e água fresca: junto da visita à praia, há uma série de problemas de saúde – como desidratação, queimadura e bicho geográfico – que podem azedar a vida de quem quer curtir o calor. 

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Listamos os cinco principais perrengues de quem vai colocar o pé na areia (e as formas de evitá-los). Confira:

1. Infecção bacteriana

Tem gente que acha que levar comida para a praia é mico. Mas carregar na bolsa snacks e frutas é a solução mais adequada para manter seu aparelho digestivo a salvo de bactérias do mal, como a salmonela, responsáveis por causar vômitos, diarreia e até febre. “Esses micro-organismos contaminam a comida, principalmente quando ela é cremosa (feita com creme de leite e maionese), pois encontram mais facilidade de se proliferarem”, afirma o infectologista Paulo Olzon, da Universidade Federal de São Paulo. Lavar as mãos com sabão antes de se alimentar continua sendo indispensável – mesmo na praia.

Como evitar

Recorra às porções das barraquinhas só em último caso – não dá pra garantir a qualidade do preparo, manipulação e armazenamento dos alimentos. Se você está encarregado por garantir a comida que a galera vai levar para a areia, higienize as mãos com água e sabão antes de preparar as refeições, lave frutas e verduras e cozinhe muito bem a carne e ovos.

2. Bicho geográfico

Curtir a praia com o cachorro de estimação pode até parecer uma ideia divertida, mas as fezes de alguns cães e gatos podem estar contaminadas com um parasita capaz de estragar o verão de muita gente: a larva migrans cutânea, mais conhecida como bicho geográfico. Ela entra na pele através de feridas ou cortes, levando à coceira e à vermelhidão – sintomas que podem aparecer rapidamente ou levar até semanas para darem as caras. A pele também fica inchada e com um “caminho” parecido com um mapa, desenhado pelo parasita.

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Como evitar

Procure andar sempre de chinelo nas áreas frequentadas pelos animais (como perto do calçadão) ou em praias em que há cachorros e gatos. Melhor prevenir que remediar: tratar a pele com bicho geográfico pode ser bem chatinho e demorado – normalmente o protocolo é feito com pomada (no início do problema) ou com comprimidos (quando descoberto mais tarde).

3. Desidratação

Se você é do tipo que adora deitar por horas sob o sol escaldante, não perde uma oportunidade de se exercitar ao ar livre durante o verão ou gosta mesmo é de passar o dia bebendo cerveja na praia, precisa ficar esperto. Esses hábitos podem levar à desidratação – condição que vai de leve à severa. “Na desidratação, o corpo usa ou perde mais água do que o ingerido, causando dificuldades para o organismo realizar suas funções normais”, diz o médico André Luis Valera Gasparoto, coordenador do pronto-socorro adulto do Hospital Albert Sabin.

Como evitar

Durante os dias de calor, mais importante do que deixar o corpo bronzeado é mantê-lo hidratado. Por isso, carregue sempre com você uma garrafinha d’água e beba sempre que tiver sede, fizer um esforço físico (como caminhada) ou estiver ingerindo bebida alcoólica, principalmente se for destilada (a exemplo da vodka).

Atenção especial às crianças e idosos, que apresentam menor percepção de sede que os adultos.  

4. Queimaduras de sol e insolação

“As pessoas geralmente não estão acostumadas a tomar sol porque vivem na cidade, em meio de prédios e sombras”, comenta Paulo. Daí, acabam não se protegendo como deveriam e terminam a temporada de férias com queimaduras de sol, que podem evoluir para bolhas, e até insolação – quando a temperatura do corpo ultrapassa os 40° C e não consegue ser resfriada por meio da transpiração.

Como evitar

Prudência e protetor solar são seus maiores aliados nesses casos. Se for passar muito tempo exposto ao sol, espalhe um produto com FPS alto (50 ou mais) no corpo todo e reaplique-o a cada 2 horas ou toda vez que entrar no mar ou suar muito. Proteger-se sob o guarda-sol também é uma boa ideia para aplacar o calor e os raios UV.

5. Otite

Nome dado à inflamação da região mais externa do ouvido (também conhecida como otite do nadador). A encrenca aparece quando o excesso de umidade quebra a barreira de cera presente no canal do ouvido, o que interfere na microflora da área e propicia o aparecimento de bactérias ou fungos ali. “Águas com elevado grau de contaminação aumentam ainda mais o risco de lesão do ouvido”, alerta André Luis. Contudo, o especialista afirma que o problema pode aparecer mesmo em quem frequenta apenas piscinas com água tratada.

Como evitar

Se o hábito de remover completamente a cera do ouvido já é contraindicado em dias normais, no verão, quando há contato intenso com a água, torna-se ainda mais importante manter essa barreira de proteção natural. Mais um ponto: não quer que um tratamento com anti-inflamatórios ou antibióticos estrague os dias de folga? Então, fique esperto com as placas que indicam se o mar está próprio ou não para o banho – e só entre se estiver tudo ok.

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