Como funciona o processo de pesquisa, testes e aprovação das vacinas

Saiba mais sobre o processo de pesquisa de vacinas

Por Tiago Varella, da Agência Einstein 

 

Pesquisadores de diversos países estão num esforço global para desenvolver um imunizante que seja capaz de produzir anticorpos em seres humanos e neutralizar o novo coronavírus. Embora esse empenho seja animador, o processo de produção é complexo e, em geral, demorado até que uma vacina fique pronta e aprovada pelo órgão regulador.   

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“O desenvolvimento de um imunizante requer um longo período de estudos, que envolve pesquisas para identificar a parte do vírus ou bactéria que seja imunogênica, ou seja, que produza anticorpos, e para testes que possam garantir a segurança e a eficácia da vacina contra doenças ”, explica Alfredo Elias Gilio, coordenador médico da Clínica de Imunização do Hospital Israelita Albert Einstein.   

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Com a finalidade de estimular o sistema imunológico a combater o vírus ou a bactéria e evitar novas infecções, o processo de produção de vacinas pode ter abordagens diferentes. Uma delas está relacionada à remoção de uma parte do microrganismo, como a proteína da superfície. Com isso, a composição coletada vai ativar os anticorpos para neutralizar a proteína presente nesta camada do agente nocivo.   

Já o outro método é por meio do enfraquecimento do vírus e da bactéria, que ficam incapazes de causar doenças e passam a ter o ciclo de replicação controlado. Então o sistema imunológico começa a produzir as células que defenderão o corpo humano contra a invasão dos micro-organismos.  

Alguns anticorpos produzidos a partir de vacinas não duram muito tempo no organismo, por isso há necessidade de repetir doses periodicamente. Já outras vacinas são aplicadas em menos doses porque o sistema imunológico cria uma memória de como reagir e derrotar vírus e bactérias.  

“A imunização é fundamental para reduzir os casos de contaminação e até eliminar algumas doenças. No Brasil, as ações de vacinação foram bastante eficientes para erradicarmos o sarampo, a varíola e a poliomielite”, complementa o infectologista Hélio Arthur Bacha, consultor técnico da Sociedade Brasileira de Infectologia. Cumprir o calendário de vacinação garante, portanto, a imunização contra diversas doenças e, consequentemente, mais saúde e bem-estar à população.  

 

(Fonte: Agência Einstein)