Vacina contra a covid será gratuita na Itália

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(Arquivo) O premier da Itália, Giuseppe Conte

A vacina contra a covid será gratuita na Itália, onde será administrada primeiro ao pessoal médico e depois a pessoas em lares de idosos, anunciou nesta quarta-feira o ministro da Saúde, Roberto Speranza.

"A vacina será distribuída gratuitamente para todos os italianos. Não será obrigatória no início. O governo vai controlar o andamento da campanha de vacinação", explicou o ministro em discurso no Senado.

A campanha de vacinação terá início na primavera boreal de 2021, mas os primeiros lotes de vacinas da Pfizer e Moderna serão entregues entre o final de dezembro e o início de janeiro.

A Itália assinou contratos de fornecimento de vacinas com AstraZeneca, Johnson & Johnson, Sanofi, Pfizer, CureVac e Moderna, segundo o ministro.

Médicos e profissionais da saúde, cerca de 1,4 milhão de pessoas, serão os primeiros a serem vacinados, seguidos por residentes de lares de idosos (570 mil pessoas).

Em seguida, professores, policiais e carcereiros serão vacinados, antes de passarem para a população como um todo.

"Enfim estamos vendo a luz no fim do túnel", declarou o ministro.

A Itália, o primeiro país europeu duramente atingido pela primeira onda de coronavírus, enfrenta atualmente uma segunda onda da pandemia.

A península, que tem 60 milhões de habitantes, já registrou mais de 56.000 mortes.

Enquanto o movimento antivacina é forte na Itália, o ministro Speranza pediu a todos os parlamentares que apoiassem a campanha de vacinação.

"Este não é um assunto do governo ou da oposição, é um assunto italiano", disse ele.

O governo está prestes a anunciar novas medidas anticovid para as festas de fim de ano. Em geral, irá confirmar o toque de recolher que está em vigor a partir das 22h e manterá o sistema de três cores para distinguir as regiões de acordo com o risco: amarelo (risco moderado), laranja (risco intermediário) e vermelho (risco alto).

"O sistema está funcionando", comentou Speranza.

"Devemos encarar os próximos feriados com a maior seriedade, pois queremos evitar novos fechamentos em janeiro e fevereiro (...) Que a mesma imprudência que vimos nos meses de verão não se repita nas férias de Natal", alertou.

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