Vídeo mostra fuga de conselheiro por escadarias até flagrante da PF

PABLO RODRIGO
·3 minuto de leitura
Vídeo mostra fuga de conselheiro do TCE de Mato Grosso por escadarias até flagrante da Polícia Federal (Foto: Divulgação)
Vídeo mostra fuga de conselheiro do TCE de Mato Grosso por escadarias até flagrante da Polícia Federal (Foto: Divulgação)

O conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Waldir Teis, foi preso após ser flagrado pela Polícia Federal amassando e rasgando vários cheques durante uma busca e apreensão em um escritório em Cuiabá (MT).

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As imagens, que que foram base para a prisão preventiva determinada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), mostram o conselheiro saindo do escritório e descendo as escadas em alta velocidade seguido por um agente da Polícia Federal.

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Ao chegar no térreo, um outro agente que veio pelo elevador encontra o conselheiro tirando várias folhas de cheques do bolso e as jogando na lata do lixo. Os cheques, somados, valiam cerca de R$ 450 mil.

A ação ocorreu no dia 17 de junho durante a 16? fase da Operação Ararath. Na ocasião, Waldir Teis não foi preso em flagrante porque, como conselheiro, tem imunidade que restringe a possibilidade de prisão em caso de crimes afiançáveis.

A prisão ocorreu só na última quarta-feira (1º), quando o conselheiro se entregou à Polícia Federal. Ele foi denunciado por obstrução de justiça pelo MPF (Ministério Público Federal), que pediu a devolução de R$ 3 milhões por danos morais.

A defesa do conselheiro recorreu da decisão, solicitando o relaxamento da prisão. Segundo os advogados, Waldir Teis não nega a tentativa de ocultar os cheques e classifica o ato como, "em todos os sentidos, lamentável e injustificável".

"Os cheques nada tinham de errado. Eram de um familiar e perfeitamente legais. Não existia uma prova criminal ali. A questão é que o conselheiro Waldir tentava evitar que familiares, que já sofriam muito, entrassem no problema dele", afirmou o advogado Diógenes Curado.

A Operação Ararath investiga esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, financiamento clandestino de campanhas eleitorais e enriquecimento ilícito, entre 2006 a 2014, envolvendo políticos, empresários e bancos em Mato Grosso.

O MPF investiga o patrimônio dos conselheiros desde 2017, quando o ex-governador Silval Barbosa firmou delação premiada e confessou que havia selado um acordo com membros do TCE-MT para que ele pagasse R$ 53 milhões a título de propina em 2013.

O pagamento foi efetuado para impedir que os conselheiros investigassem as obras da Copa do Mundo de 2014.

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