Unidade de saúde no RJ denuncia descarte de doses da vacina de Oxford

Redação Notícias
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A member of staff holding a dose of the Oxford/Astrazeneca coronavirus vaccine at a coronavirus vaccination clinic at the NHS Nightingale Hospital North East in Sunderland. Picture date: Tuesday January 26, 2021. (Photo by Owen Humphreys/PA Images via Getty Images)
A member of staff holding a dose of the Oxford/Astrazeneca coronavirus vaccine at a coronavirus vaccination clinic at the NHS Nightingale Hospital North East in Sunderland. Picture date: Tuesday January 26, 2021. (Photo by Owen Humphreys/PA Images via Getty Images)

Depois de toda a confusão envolvendo a compra das vacinas de Oxford/AstraZeneca, doses do imunizante foram descartadas na quarta-feira (28) por falta de uso em uma unidade de saúde do Rio de Janeiro.

Funcionários de uma Clínica da Família localizada na zona oeste do Rio de Janeiro denunciaram ao jornal O DIA que ao menos cinco doses da vacina foram inutilizadas, o que pode acontecer com mais doses nos próximos dias.

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Cada frasco do imunizante do Reino Unido é capaz de vacinar até dez pessoas. Uma vez aberto, o material precisa ser usado em até seis horas ou perde a validade.

No entanto, funcionários da Clínica afirmam que apenas profissionais de saúde com 60 anos ou mais podem ser vacinados neste momento. Com isso, não tem público para vacinação.

Para o jornal, o profissional que não se identificou relatou que, na quarta-feira, apenas cinco pessoas tinha ido à unidade para serem vacinadas. E, para complementar o uso desse único frasco, outras cinco pessoas precisariam comparecer ao local.

"Está todo mundo revoltado aqui. Nossa orientação é para não dar a dose para o próximo da fila, que seriam os idosos que não são profissionais da saúde. Recebemos a ordem de jogar fora", disse o funcionário da clínica.

Ele afirmou também que “a logística da vacina Coronavac é melhor”, pois o frasco é capaz de imunizar apenas uma pessoa, sem que haja desperdício.

"A Coronavac, logisticamente, é muito melhor. Cada frasco vem com uma dose. A de Oxford vem um frasco com dez doses. Então a partir do momento em que eu abro o material, eu tenho que usar. Sendo assim, muitas doses infelizmente vão ser desperdiçadas", continuou.

"Outra coisa que acontece é o seguinte: Se uma pessoa chega aqui na clínica às 16h para ser vacinada, eu não posso falar para ela vir amanhã mais cedo para eu não perder o material, já que aqui fecha às 18h e corre o risco de não vir mais gente até esse horário. Eu tenho que vacinar, porque essa pessoa pode fazer uma denúncia falando que negaram a vacina. Eu tenho que vacinar. Tenho que abrir o frasco que dá para dez pessoas, e caso não venha mais ninguém, perco outras nove doses, já que depois do horário, o material tem que ser descartado", explica.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio respondeu à reportagem que “a recomendação é que as unidades se programem para utilizar todas as doses da vacina no período orientado pela fabricante. Neste primeiro dia de vacinação, todas as unidades receberam centenas de pacientes desde o início da manhã, não tendo motivos para a não utilização das doses até o final dos frascos."

Já a Secretaria Estadual de Saúde informou que considera de extrema importância que os técnicos e gestores municipais organizem suas ações de imunização priorizando os grupos elencados, para que não haja prejuízo da oferta da vacina.