Um milhão de centro-americanos terão migrado até o final de 2020, diz Acnur

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Uma mulher e a filha se refugiam em um abrigo em Bilwi, na Nicarágua, em 15 de novembro de 2020 após a chegada do furacão Iota

Um milhão de centro-americanos terão migrado à força até o final de 2020, principalmente devido à violência que assola a região, segundo a agência da ONU para os refugiados (Acnur).

“No final de 2020, estima-se que o número de pessoas forçadas a fugir de e na América Central chegará a 1 milhão” nos últimos anos, informou em nota a Acnur, com sede regional em Washington.

De acordo com a entidade, entre os deslocados estão mais de 800.000 pessoas que “fugiram da violência e da perseguição de grupos violentos e gangues”.

“A estes se somam mais de 108.000 pessoas que escaparam da crise sócio-política na Nicarágua desde 2018”, continua.

Diante desta crise, Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, México e Panamá realizarão em 8 de dezembro uma declaração política para tratar dessa situação no âmbito do Marco Regional Integral para a Proteção e Soluções para o Deslocamento Forçado na Região (MIRPS) .

A presidência pro tempore do MIRPS, vinculada à ONU, é atualmente exercida por El Salvador e será assumida pela Guatemala em 2021.

“As situações de violência enfrentadas pela região foram exacerbadas pela pandemia da covid-19”, acrescentou o comunicado.

Além dos “efeitos socioeconômicos, a pandemia impactou o progresso feito na proteção e soluções para o deslocamento forçado na região”, afirmou.

"Além disso, emergências climáticas, como furacões e tempestades tropicais, afetaram milhões de pessoas na América Central e no México, milhares das quais tiveram que ser evacuadas de suas casas; centenas de pessoas afetadas são pessoas deslocadas internamente, refugiados ou requerentes de asilo", informou a entidade.

Tanto o Eta quanto o Iota atingiram o norte da Nicarágua como poderosos furacões em meados de novembro, antes de perder força ao tocar terra. No entanto, as chuvas intensas causadas pelos fenômenos naturais deixaram um rastro de morte e destruição nos países da América Central.

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