UFC: Borrachinha, “Deus da Guerra” e as chances de cinturão brasileiro em 2020

Paulo Borrachinha está invicto no UFC (Buda Mendes/Zuffa LLC/Getty Images)

Com apenas mais um UFC programado para este ano, o Brasil já sabe que começará 2020 com somente um campeão. O fã mais otimista, no entanto, pode se animar com a possibilidade de ver brasileiros fazendo companhia a Amanda Nunes, dona de dois títulos na organização, no topo do mundo na próxima temporada.

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O blog já mostrou que o Brasil segue forte nas principais organizações de MMA ao redor do planeta, em posse de cinturões nos Estados Unidos e Ásia. No octógono, embora a situação atual não seja das mais confortáveis, há motivos para sonhar com algumas peças de ouro nas mãos de lutadores brasileiros nos próximos 12 meses no UFC.

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Confira a situação do país em cada divisão no UFC:

Peso pesado: Na categoria mais glamurosa do esporte, o cenário não é tão animador. São remotas as chances de Junior Cigano, que vem de derrota, e Fabrício Werdum, ainda suspenso por doping, terem uma oportunidade pelo ouro. Augusto Sakai, invicto em três lutas no UFC, entrou recentemente no top 15 dos pesados, mas ainda está longe do topo.

Peso meio pesado: Jon Jones é rei, e destroná-lo não é tarefa fácil. Thiago Marreta fez bonito contra o campeão em julho, mas não o bastante para batê-lo. Caso vença em seu retorno ao octógono, Marreta pode ter nova chance ainda em 2020. Glover Teixeira e Johnny Walker, por outro lado, precisariam de um início de ano avassalador para sonhar com uma oportunidade contra o melhor do mundo nos próximos 365 dias.

Peso médio: Salvo uma catástrofe, a divisão até 84kg é garantia de disputa de título para o país no UFC. É questão de tempo para o mineiro Paulo Borrachinha, invicto no MMA e vindo de grandes vitórias no octógono, ter sua chance pelo cinturão que já pertenceu a Anderson Silva.

Peso meio médio: Assim como nas duas divisões mais pesadas, o panorama não é favorável para vislumbrar um cinturão verde-e-amarelo no próximo calendário. Rafael dos Anjos, que se aproximava do topo, caiu diante de Leon Edwards. Vicente Luque, derrotado em novembro, e Gilbert Durinho, recém-chegado à categoria, precisam de tempo e vitórias para pleitear voos maiores. Demian Maia é um caso curioso: vencedor das últimas três, o paulista planeja se aposentar após dois combates, mas mudaria seus planos em caso de uma chance por cinturão. A chance, porém, é remota.

Peso leve: Com apenas Edson Barboza entre os 10 melhores, somente uma conjunção milagrosa de fatores levaria um brasileiro até o cinturão em 2020. Barboza vem de revés, enquanto Charles do Bronx batalha para convencer a organização a colocá-lo diante de um oponente ranqueado. Acumular vitórias a ponto de enfrentar o campeão antes do próximo réveillon é improvável.

Peso pena: O cenário é de terra arrasada para o país na categoria de peso até 66kg. José Aldo, ex-detentor do título, desceu para os galos. Renato Moicano, que vinha bem até o início do ano, planeja subir para os leves. Os nomes brasileiros que restam na divisão estão longe de almejar o ouro: Kron Gracie, Douglas D’Silva e Ricardo Carcacinha.

Peso galo: O cartel oficial de Aldo mostra uma derrota em sua estreia até 61kg, é verdade, mas o fato de muitos terem pontuado a seu favor contra Marlon Moraes, incluindo o presidente Dana White e o campeão Henry Cejudo, podem ajudar o “Rei do Rio” e enfrentar Cejudo já em sua próxima luta. Moraes também é esperança, enquanto Raphael Assunção e Pedro Munhoz buscam a volta por cima.

"Deus da Guerra" está perto do título entre os pesos-moscas. (Jeff Bottari/Zuffa LLC)

Peso mosca: Cejudo também é o atual dono do cinturão até 57kg do UFC, mas existe a chance do UFC destituí-lo do título caso não defenda o trono em 2020. Caso isso aconteça, o paraense Deiveson “Deus da Guerra” Figueiredo é o cara para enfrentar Joseph Benavidez pelo trono. Alexandre Pantoja, Jussier Formiga e Rogério Bontorin também buscam um lugar ao sol.

Peso pena e galo feminino: Amanda Nunes reina soberana em ambas as categorias, e nenhuma brasileira está perto de ter uma oportunidade. Ketlen Vieira, que pleiteava uma chance entre os galos, terá de retomar sua caminhada após ser nocauteada por Irene Aldana no último fim de semana.

Peso mosca feminino: Valentina Shevchenko é a mulher a ser batida até 57kg. E mais: não há sinais de que exista alguém capaz de superá-la no momento. Vivi Araújo sonhava com a chance até tropeçar em Jessica Eye, e Jennifer Maia pode ter que subir de categoria após seguidos problemas com a balança.

Peso palha: Jéssica Bate-Estaca deteve o cinturão pos três meses este ano, até deixá-lo escapar contra a chinesa Weili Zhang. Porém, duas boas vitórias em 2020, contra as rivais certas, podem colocá-la na reta do título novamente. Cláudia Gadelha, Marina Rodriguez e Amanda Ribas ainda escalam o ranking, mas não devem pensar em título antes de 2021.

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