Sem exageros, lubrificação vaginal é sinônimo de saúde feminina

Agência Einstein
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Close-up of young woman holding paper with smile mark over her stomach. Health hygiene sexual education concept.
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Por Cristiane Bomfim, da Agência Einstein

Há duas semanas a rapper norte americana Cardi B ocupa o primeiro lugar do Ranking Billboard 100 Hot, que lista as 100 músicas mais vendidas e tocadas nos Estados Unidos. A música em questão se chama WAP e fala sobre tema incomum músicas, ainda mais quando cantadas por mulheres: a lubrificação vaginal relacionada à satisfação sexual feminina. A letra direta e exagerada virou motivo de polêmica nas redes sociais. Mas, polêmicas à parte, ela é sinônimo de saúde da mulher.

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A lubrificação vaginal nada mais é que um líquido natural que lubrifica a região da vulva e o canal vaginal que tem a função de reduzir a fricção durante a atividade sexual, proteger a região íntima feminina. Ele é composto pela secreção da parede vaginal, pelo muco produzido pelo colo uterino e ainda pelo fluido produzido pelas glândulas de Bartholin e Skeene, estas têm o tamanho de uma ervilha e a exclusiva função de deixar o canal da vagina preparado para o sexo.

“A lubrificação é importante para a saúde da mulher e varia de acordo com diversos fatores: pode ser por excitação, por intimidade, porque a roupa está mais quentinha. Ela também muda de acordo com o período do ciclo menstrual e a vagina pode ficar mais úmida perto da menstruação”, explica Eduardo Zlotnik, ginecologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Considerada a primeira fase da resposta sexual feminina e sinônimo de excitação, a umidade também ajuda a proteger a área genital de dilacerações e mantém a vagina limpa.

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O médico explica que o excesso ou a escassez de umidade podem significar problemas. “Menos frequente, a lubrificação excessiva pode causar algumas situações constrangedoras e ser confundida com corrimento, por exemplo”, diz Zlotnik.

Já o ressecamento vaginal pode ser causado por uma série de fatores. Mas, por estar relacionada com a diminuição da produção do hormônio estrogênio, é bem mais comum na menopausa. Outros fatores que podem contribuir para a secura são o uso de alguns remédios, alergias, estresse, uso de sabonetes íntimos ou outros produtos que podem alterar a flora vaginal. “O ressecamento causa incômodo, queimação ou coceira, dor durante a relação sexual, mas muitas vezes, o tratamento acaba sendo adiado pela mulher”, afirma o médico.

O tratamento para a ressecamento vaginal pode ser o uso de um gel lubrificante, terapia para reposição hormonal ou até sessões de laser. “Como as causas são variadas é preciso o acompanhamento médico para a definição do melhor tratamento. E em muitos casos, a solução é simples”, encerra o médico.

(Fonte: Agência Einstein)

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