Two Lost Kids: Irmãs provam que moda é identificação e não padronização

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Two Lost Kids: Irmãs testam looks iguais e provam porque a moda deve enaltecer todos os corpos  (Foto: Reprodução/Instagram@twolostkids/)
Two Lost Kids: Irmãs testam looks iguais e provam porque a moda deve enaltecer todos os corpos (Foto: Reprodução/Instagram@twolostkids/)

Quem vê os vídeos diferentões do perfil @twolostkids, das irmãs Thali e Gabi Zukermam, passando na timeline logo entende. Se encaixar em um padrão não é o forte delas. Não que elas não tenham tentado, mas desistiram rápido. Afinal, fazem parte da Geração Z, e não estão nem um pouco a fim de esperar anos, até décadas, para terem seu trabalho e beleza reconhecidos.

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Seguindo a cartilha mais atualizada dos nativos digitais, as irmãs, hoje com 25 e 26 anos, colocaram suas melhores habilidades para jogo. Combinaram o talento na edição de vídeos e no design com o interesse por moda e viagens e criaram, em 2012, o Two Lost Kids. O projeto, que conta com perfil no Instagram e canal no Youtube, é o lugar onde as irmãs de Maringá (PR) expressam toda sua criatividade, seja dando dicas de novos looks, tendências e maquiagens, seja homenageando a estética vermelha em um vídeo sobre tomates.

“O Two Lost Kids é um lugar muito mágico porque a gente consegue criar o que a gente quiser, na hora que a gente quiser”, conta Thali em entrevista ao Yahoo. O projeto demorou um tempo para decolar. Foram alguns anos experimentando formatos e juntando referências, até que começou a dar certo. Hoje a dupla vive do conteúdo que produz e têm sido cada vez mais solicitada para publieditoriais, já tendo publicado vídeos para marcas como Riachuelo e Sallve.

O futuro é despadronizado?

Com pouco mais de 45 mil seguidores no Instagram, elas fazem parte de uma leva de mulheres que está farta de não se ver representada no universo da moda e da beleza. “Acaba que as blogueiras mais famosas são muito parecidas, o padrão da mídia ainda existe. Na internet, pelo menos, você tem essa possibilidade de se identificar com meninas que se parecem com você”, diz Gabi.

Foi com esse pensamento que as irmãs passaram a falar mais sobre feminismo asiático e também sobre padrões estéticos. Este ano, elas criaram uma série chamada 2 Corpos Mesmo Look, em que entram nos provadores das lojas de roupas e experimentam peças iguais.

“É uma coisa que a gente convive desde criança. Sempre houve essa diferença dos nossos corpos. Por que não falar sobre isso já que somos irmãs, somos parecidas, mas nossos corpos são bem diferentes?”, explica Gabi, que era tão apaixonada por moda na adolescência que aprendeu a costurar para poder ter as peças que via na internet e não encontrava.

Se eu não achava o tamanho GG na loja eu pensava que o problema era comigo e não com a marca que não oferecia uma tamanho maior, lembra Gabi.

“Então decidimos colocar isso em um vídeo de moda, mostrar o mesmo look em dois corpos diferentes porque é o que acontece, todo mundo tem o corpo diferente”, continua.

Para Thali e Gabi, passou da hora de as marcas de roupas incorporaram a diversidade de tamanhos em suas coleções. Elas também acreditam que cada vez mais as roupas feitas sob medida vão ganhar espaço no guarda-roupa das mulheres brasileiras.

“O mercado tem que entender que não tem como fazer padronizado para todo mundo. Então o slow fashion vai ter que reinar um dia”, aposta Thali.

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