"Turma da Mônica: Lições" faz chorar sem cair em "dramalhão" e mantém humor dos gibis

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Imagem de "Turma da Mônica: Lições". Foto: Divulgação/Paris Filmes

Resumo da notícia:

  • Vimos "Turma da Mônica: Lições" e garantimos que tem muita emoção e risadas

  • Em coletiva de imprensa, o elenco principal e o diretor comentaram sobre a produção

  • Filme chega aos cinemas brasileiros no próximo dia 30 de dezembro

“‘Como seria se a Turma existisse de verdade?’ Essa foi a pergunta que delineou todas as respostas”, explicou o diretor Daniel Rezende em coletiva de imprensa de "Turma da Mônica: Lições", sequência de "Laços", inspirada na Graphic Novel homônima, com uma carga emocional que vai fazer todas as gerações precisarem de lencinhos. Sem contar na participação especial de Mauricio de Sousa e a filha Mônica, além da aparição de outros personagens das HQs, que vai pegar o público de surpresa.

O que chama atenção logo no início do filme é a essência preservada dos protagonistas criados por Mauricio de Sousa há décadas. Mônica, vivida por Giulia Benite, Cebolinha, interpretado por Kevin Vechiatto, Cascão, papel de Gabriel Moreira, e Magali, encarnada por Laura Rauseo, seguem com suas respectivas características de forma que o leitor de gibis sente a nostalgia imediata ao se deparar com as cenas.

“A gente está falando de 60 anos do maior ícone da cultura pop do país. Quem não cresceu lendo ‘Turma da Mônica’? “Desde começo eu falei ‘não vou ter medo de fazer um filme emocionante, mas sem entrar num lugar de um dramalhão, vou apostar no que é verdadeiro’”, declarou Rezende.

Na trama marcada pela separação de Mônica do resto da turma ao mudar de escola, o espectador é dominado por uma expectativa constante pelo momento em que o quarteto estará reunido novamente. Em meio a isso, eles começam a lidar com o crescimento e batem de frente com suas dificuldades particulares.

Cascão é colocado na aula de natação mesmo com medo da água, Magali entra para aula de culinária para controlar sua ansiedade, Mônica se vê não sendo o centro das atenções no novo colégio e Cebolinha vai para a fonoaudióloga na tentativa de conseguir pronunciar o "erre".

“Poder ao mesmo tempo conseguir se comunicar com crianças, adolescentes, adultos e avós. Acho que esse filme conversa com todo mundo. Todo mundo vai se enxergar de alguma forma porque ele trata de questões muito universais, muito íntimas, que, de alguma forma, ele vai te pegar, porque eles passam ali, você já passou”, refletiu Daniel.

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Imagem de "Turma da Mônica: Lições". Foto: Divulgação/Paris Filmes

O detalhe é que é feito um paralelo com "Romeu e Julieta" enquanto eles se preparam para atuar em uma peça sobre a obra. Além disso, os pais de Mônica e Cebolinha travam uma briga na mesma energia dos Montecchios e os Capuletos - conexão genial entre a vida dos personagens e a história ensaiada pela turminha, que intensifica o tom de drama da produção.

E, por incrível que pareça, as estrelas principais do filme não estiveram presas ao roteiro apesar de estarem um pouco mais amparadas do que no primeiro longa. “A gente leu mais para entender a história mesmo e decorava as falas sem nem perceber. Isso ajudou muito a ficar mais natural”, confessou Benite. "“A gente teve uma preocupação muito grande para não ficar a criança com aquela fala decorada”, completou o diretor.

Já a emoção muito presente na sequência foi motivada por recordações inspiradoras do elenco. “A gente sempre puxava uma lembrança legal. Às vezes, a gente buscava uma dificuldade do primeiro filme e trazia ‘olha como a gente superou’”, relatou Rezende. “Ajudamos uns aos outros e também foi um conjunto de coisas que fizeram ser fácil se emocionar. O Dani [diretor] sempre ajudava a gente de um jeito muito bom e lembrava de coisas para se emocionar", contou Kevin, que não esconde a parceria com os colegas de elenco além das telonas.

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Bastidores de "Turma da Mônica: Lições". Foto: Divulgação/Paris Filmes

Apesar da forte dose de drama na nova trama, não falta espaço para boas gargalhadas. Piadas leves e de riso fácil tiram a carga de "dramalhão" do filme. Brincalhões fora das câmeras, os atores conseguiram passar o humor presente na personalidade dos personagens tão queridos pelos brasileiros.

O quarteto confessou que a vida fora dos holofotes e a ficção viraram quase um só contexto. “A gente real virou a turminha. A nossa amizade não ficou só no cinema, só no trabalho. Foi para vida”, comentou o intérprete de Cebolinha. “Nosso nome já mudou. Ninguém mais me chama de Kevin, todo mundo me chama de Cebolinha menos minha mãe", continuou. “Praticamente não tem diferença além do Biel [intérprete do Cascão] tomar banho e eu não dar coelhada neles”, brincou Giulia.

Sobre novas produções baseadas nas tramas de Maurício de Sousa, como a Turma Jovem, Daniel Rezende mantém a esperança da possibilidade. “A gente tem muitas ideias, a gente quer fazer ‘milhões’ de filmes. Mas, assim como o ‘Laços’, a gente esperou o filme lançar, viu como foi no primeiro, segundo mês, e aí sim toma decisões do que fazer a seguir”, afirmou.

Com roteiro de Thiago Dottori Mariana Zatz e produção de Bianca Villar Karen Castanho Fernando Fraiha Daniel Rezende, "Turma da Mônica: Lições" ainda conta com estrelas como Isabelle Drumond, no papel de Tina, Malu Mader, como professora, Mônica Iozzi, como a mãe de Mônica, e Paulinho Vilhena, intérprete do pai de Cebolinha, entre outros grandes atores no elenco. O filme chega aos cinemas brasileiros no próximo dia 30 de dezembro.

“Uma coisa que eu luto muito para conseguir é que esse filme também sirva para o nosso cinema nacional. Além de tudo, faça uma formação de novos públicos. Que saiam do cinema felizes com a sensação de que cinema nacional é legal, é bem feito e querer ver mais um filme nacional”, concluiu o diretor. Confira o trailer:

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