Turistas voltam a Paris após pandemia, mas asiáticos e norte-americanos ficam longe

Pessoas caminham perto do Arco do Triunfo, em Paris

Por Manuel Ausloos

PARIS (Reuters) - Em uma tarde ensolarada desta semana, Eli Mwenda tirava fotos de sua irmã Rebekah Mithinji na Torre Eiffel, dois dos muitos turistas desfrutando de Paris depois de adiar os planos de férias devido à pandemia de Covid-19.

A viagem a Paris para os irmãos foi um presente de formatura para Mithinji, inicialmente planejada para 2020. Dois anos depois, eles finalmente conseguiram, com Mithinji viajando do Reino Unido e Mwenda do Quênia.

"Estou tão feliz por termos conseguido, já faz tanto tempo", disse Mithinji, sorrindo.

"É revigorante, parece que estamos voltando ao normal", acrescentou Mwenda. "Andar na rua, ver o rosto das pessoas sem máscaras, ir a restaurantes."

O escritório de turismo de Paris prevê que as visitas estrangeiras aumentarão mais de cinco vezes entre maio e julho em comparação com o mesmo período do ano passado, principalmente graças a turistas de Espanha, Alemanha, Reino Unido e Itália.

Isso, no entanto, ainda será um terço menor do que os níveis pré-pandemia, em parte porque os turistas dos Estados Unidos e da Ásia ainda não devem voltar em grande número.

No Chez Eugene, um restaurante na pitoresca Place du Tertre, no coração de Montmartre, o gerente Jonas Seignovert está aliviado que os turistas começam a voltar.

"Tivemos alguns italianos, espanhóis, alguns de países do Leste Europeu, alguns britânicos, continua sendo realmente europeu", disse Seignovert, acrescentando que também viu alguns turistas brasileiros e norte-americanos, mas praticamente sem asiáticos.

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