Trio preso por furto a Carlinhos Maia soube sobre bens pelas redes sociais

MACEIÓ, AL (FOLHAPRESS) - Os três suspeitos de furtar o apartamento do humorista e influenciador Carlinhos Maia, 30, souberam dos bens que ele tinha no imóvel e da ausência dos proprietários na noite do crime pelas redes sociais. A informação é da Polícia Civil de Alagoas, que prendeu os três na noite desta segunda-feira (6), em Campina Grande, na Paraíba.

O trio não possui grau de parentesco, mas os três seriam cúmplices nesse tipo de crime há anos, de acordo com as investigações, que seguem em andamento, como afirmou a polícia em conversa com a imprensa no início da tarde desta terça-feira (7). Os três suspeitos já foram transferidos para Maceió, onde aconteceu o crime.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil alagoana, Gustavo Xavier, a identificação foi possível por conta da ligação dos suspeitos com um carro apreendido na operação e que teria sido usado no furto e foi localizado em uma área de desmanche. A polícia apreendeu equipamentos utilizados no crime, como ferramentas, celulares e uma escada retrátil. Os itens roubados, que totalizam R$ 5 milhões, ainda não foram recuperados.

"O veículo saiu da cidade de Campina Grande na noite de sábado (28) e veio para Maceió para o crime ser realizado. Ele não para em momento nenhum, para dificultar o flagrante da polícia. Ele só para por dois minutos, quando sai das proximidades do hotel, para buscar os suspeitos. As três pessoas presas tinham contato direto com o veículo. Um deles, inclusive, dirigia ele", disse o delegado, confirmando que também foram encontrados um par de luvas e uma lanterna dentro do automóvel.

A polícia também avalia que o crime foi iniciado de forma desastrada, já que um alarme foi acionado. Além disso, a porta da frente do apartamento foi violada por um objeto que pode ser pé-de-cabra. Em seguida, em outra porta, houve uma ruptura mais grosseira, "como um pé na porta", nas palavras do delegado. A polícia não confirma a participação de um porteiro, por exemplo, já que pode ter havido falha humana, e afirmou que o grupo não era organizado como a investigação suspeitava.

A polícia não informou os nomes dos suspeitos detidos, mas disse que eles negam participação no crime. "Eles negam a prática criminosa, respeitamos os depoimentos, porém temos elementos suficientes para que essas prisões fossem decretadas pelo Judiciário. Sabemos que eles têm participação, mas vamos analisar que tipo de conduta eles tiveram. Ainda vamos investigar outras participações. Se tem alguém envolvido que seja próximo ao Carlinhos, envolvimento de funcionários etc", acrescentou Xavier.

Já o delegado Lucimério Campos, responsável pelo inquérito, disse que um dos supostos assaltantes tem passagem pela polícia por arrombamento de casa. "Um tinha passagem pela polícia por arrombamento de residência em Campina Grande. Duas pessoas também foram presas por invadir uma casa em 2019, e levaram pertences de altos valores. A dupla também teria roubado R$ 500 mil de cofre de uma igreja, na mesma cidade, inclusive usou esses apetrechos que foram recolhidos", explicou.

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