Travis Scott não sai de casa desde a tragédia em show no Astroworld

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O rapper Travis Scott, 30, não sai de casa desde a tragédia durante seu show no palco do Astroworld, em Houston, no Texas (EUA) , dia 5 de novembro. Nove pessoas morreram e várias foram hospitalizadas no tumulto durante o show.

Em conversa com o TMZ, o advogado do rapper, Ed McPherson falou como ele está arrasado com a tragédia porque aconteceu em sua cidade natal e se trancou em casa. "O fato de ter acontecido com Houston, que ele ama, e de ter tantas pessoas por perto é particularmente devastador."

Travis cancelou o show que faria neste final de semana em Vegas e uma petição está crescendo online para interromper seu evento principal no Coachella na próxima primavera. O advogado diz que se apresentar é a última coisa na mente de Travis no momento e dar apoio às famílias das vítimas.

Apesar disso, as famílias das vítimas e muitos participantes entraram com vários processos contra o rapper. Também estão processando a LiveNation, o local, e o rapper Drake , que fez uma aparição durante o show de Travis.

Fontes ligadas ao rapper falaram ao TMZ que ele nunca foi informado no festival sobre as pessoas mortas e feridas. Segundo as fontes, Travis não sabia a gravidade da situação quando chegou à festa pós-show e isso continua consistente com o fato de que ninguém, incluindo a polícia, confirmou publicamente a gravidade dos acontecimentos que aconteceram no local.

Drake, que deu a festa e se apresentou com Travis como convidado surpresa no show, também não tinha ideia que havia pessoas morrendo na multidão. Segundo o TMZ, havia várias pessoas implorando aos operadores de câmera e outros para interromper o show.

Apesar de Travis estar a pelo menos 50 metros do operador de câmera, as fontes disseram que ele não ouviu os apelos para encerrar o show porque os fãs estavam morrendo. Mas quando ele soube da tragédia deixou imediatamente a festa.

Segundo as autoridades policiais, o episódio foi desencadeado após fãs começarem a empurrar uns aos outros em direção ao palco. Passados cerca de 30 minutos, a confusão aumentou e ocorreu o que o chefe-executivo da polícia de Houston, Larry Satterwhite, classificou como "incidente em massa".

"De repente, tínhamos várias pessoas no chão passando por algum tipo de episódio médico", afirmou. "Aconteceu tudo de uma vez, em questão de minutos."

O corpo de bombeiros levou 25 pessoas para hospitais da região, sendo que 11 delas apresentavam um quadro de parada cardíaca. O chefe de polícia local, Troy Finner, informou que uma das linhas que será investigada é a de que uma pessoa na plateia poderia estar drogando as outras com uma seringa.

Segundo ele, um segurança sentiu uma picada no pescoço enquanto tentava conter uma confusão e caiu inconsciente. Os médicos, que o reanimaram usando um medicamento antagonista de opioides, notaram uma marca, semelhante à que uma seringa deixaria, no pescoço do agente.

Outras pessoas em meio à multidão também teriam desmaiado sem consciência durante a apresentação.

Após a tragédia, Travis disse que iria arcar com os custos funerários das vítimas que morreram em seu show. Ele também se juntará a uma empresa para oferecer serviços de saúde mental a quem precise.

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