Gabrielle Joie interpretará uma personagem trans em 'Bom Sucesso': "A gente existe"

Gabrielle Joie vai viver uma adolescente de 15 anos em 'Bom Sucesso' (reprodução / Instagram @gabejoie)

Gabrielle Joie vai viver uma adolescente trans, a Michelly, em ‘Bom Sucesso’, próxima novela das sete da TVGlobo. A trama estreia dia 29 de julho.

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Aos 21 anos, Gabrielle encara seu segundo trabalho na emissora carioca. Ela já havia feito uma participação especial em um episódio de ‘Sob Pressão’. “É uma adolescente de 15 anos que está no ensino médio, divertida, solar, sempre rodeada de amigos, essa é a história dela. Mas também ela está descobrindo a sexualidade isso faz parte do assunto dessa jornada, e não a transição em si. É sobre a história de uma menina.

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Representatividade na TV

A atriz se junta à Glamour Garcia na diversidade sexual representada na trama. “Nós estamos nesse lugar em que podemos contar nossa história. Sinto um prazer enorme contar para as pessoas que não sabem o que significa ser trans. O maior presente da minha vida é poder mostrar que a gente existe e que estamos ocupando lugares. O preconceito e a desinformação diminuem quando as pessoas veem que existimos, que estamos trabalhando e temos talento.”

Descobertas

Com uma personalidade forte, ela conta que sempre soube sobre seu real gênero. “ Desde pequena sabia sobre a transexualidade e a trajetória que gostaria de seguir. Ergui a cabeça e fui. Era isso que queria e sabia as porradas que ia levar, que são três vezes pior do que uma mulher cis. Em casa meus pais não entenderam e foi mais um processo interno. Independente de outras pessoas segui meu caminho e transicionei, me hormonizei, perdi amigos e segui. Depois que minha família viu que garanti minha independência, que conquistei muita coisa sozinha, foi mais fácil o processo de aceitação. Foi muito tempo sem falar com eles, ouvindo coisas desagradáveis.”

Contato com o crush

Questionada se quando conhece alguém que se interessa ela conta ser uma mulher trans, ela é enfática. “Sinto que não há necessidade se estou em um bar e conheço alguma coisa. Acho que isso vira um assunto, que as pessoas viram e me destacam. Viramos uma palavra, um rótulo. Quando possível evitar, é melhor por que a conexão fica mais genuína. hoje em dia posso ensinar outras pessoas.”