Toni Garrido relembra racismo na infância: "Mulher me pediu para sair do elevador"

Toni Garrido em entrevista para podcast. Foto: Reprodução/Youtube
Toni Garrido em entrevista para podcast. Foto: Reprodução/Youtube

Resumo da notícia:

  • Toni Garrido contou sobre episódio de racismo na infância que o levou a uma delegacia

  • Cantor foi discriminado por vizinha quando morava na Zona Sul do Rio de Janeiro

  • Ele ainda refletiu sobre a sexualização da mulher negra na sociedade

Toni Garrido abriu o coração sobre o racismo sofrido na infância e como foi crescer na Zona Sul do Rio de Janeiro. Em entrevista ao podcast "Lá no Pod", de Claudia Lira e Monique Curi, o cantor contou que foi criado por Ofélia Garrido, patroa de sua mãe que o apresentava como filho. "Quando tinha 5 anos, não tinha preto morando na Zona Sul. O preto era o filho do empregada. Jogava bola nos morros, mas não estudava nos morros", afirmou.

Na sequência, ele relembrou do episódio de discriminação no prédio onde morava. "Uma mulher me pediu para sair do elevador e eu, gentilmente, saí", contou ele, que narrou a situação para Ofélia e a viu prestar queixa contra a vizinha. "Foi a única vez em que estive numa DP", completou.

Em meio ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, em 25 de julho, Toni refletiu sobre a constante sexualização da mulher negra na sociedade brasileira. "O menino preto vai jogar bola, fazer alguma coisa, e começa a querer as meninas brancas e larga a preta. O que acontece na sequência? As mulheres pretas começam a ser o alvo visual dos meninos brancos", disse.

"É aquela sexualização porque elas são gostosas, porque elas têm curvas, mas eles não as assumem porque as famílias são racistas, porque a sociedade vai massacrar. A sociedade massacra", completou.

Na mesma entrevista, Toni ainda levantou uma reflexão sobre o polêmico tapa de Will Smith em Chris Rock na cerimônia do Oscar 2022 por conta da piada com sua esposa. “Talvez, se fosse em defesa uma mulher branca, o mundo se comovesse muito mais”, afirmou ao reforçar que é contra violência.

“Somos todos civilizados, a brincadeira sem graça que ele fez, você tem toda a postura do mundo de inclusive falar e acabar com aquele momento dele, se pronunciar, porque somos artistas e somos pessoas. Agora qualquer um, se sentindo com motivo, errou, dando aquele tapa no outro", concluiu.

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