“Todos nós somos terminais”: como refletir sobre a finitude da vida?

Fernando Rocha
·1 minuto de leitura

A médica oncologista, professora, cantora e cordelista Paola Torres é a convidada da semana no ‘É Normal?’. Ela atua no tratamento de leucemia, o câncer no sangue, no sertão do Ceará, e conta que não é um cenário fácil.

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“É um desafio. Muita gente morre nas macas no interior do estado, por não conseguir chegar a tempo para um tratamento. E é muito doloroso para nós, médicos, saber que temos ferramentas eficazes para minimizar a dor dessas pessoas, mas elas acabam morrendo antes”.

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A Dra. Torres explica que os avanços da medicina agora permitem maiores chances de cura para pessoas com leucemia uma vez que o tratamento através de doação de medula óssea não precisa mais acontecer entre pessoas que têm 100% de compatibilidade.

“Hoje já temos o que chamamos de transplante Haploidêntico, em que conseguimos um doador entre parentes próximos como irmãos, pais, primos, com 50% de compatibilidade”.

Apesar de ser uma doença com potencial de ser mortal, a especialista não considera o câncer como uma doença terminal. “É algo que precisamos atravessar como atravessamos a vida. E se não atravessamos o câncer, a vida a travessa a gente porque todos nós somos terminais”.

Confira no vídeo acima.

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