Tipos de câncer mais comuns no Brasil

Foto: Reprodução/ Pixabay qimono

Por Thiago Varella

De acordo com a última estimativa feita pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), no ano passado eram estimados 596.070 novos casos de câncer no Brasil. Veja abaixo quais são os tipos mais comuns dessa doença que tanto assusta os brasileiros:

– Pele não-melanoma
O câncer mais frequente no Brasil é o de pele não-melanoma e, hoje, corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país. É mais comum em pessoas com mais de 40 anos e pode se apresentar em tumores de diferentes tipos. Os mais comuns são o carcinoma basocelular, que é menos agressivo, e o carcinoma epidermoide. Quando detectado precocemente, o câncer de pele não-melanoma tem alto percentual de cura. Na estimativa para o ano passado, a última feita pelo INCA, eram esperados 175.760 novos casos da doença, sendo 80.850 em homens e 94.910 em mulheres.

– Próstata
É o segundo mais comum entre os homens. É um tipo de câncer que atinge, primariamente, homens com mais de 50 anos. A maior parte dos tumores na próstata – orgão responsável por produzir parte do sêmen – cresce de forma lenta, mas pode se espalhar para outros órgãos, provocando metástase. Maus hábitos alimentares, estilo de vida e a hereditariedade estão entre os fatores de risco de desenvolvimento da doença. Para o ano passado, a estimativa de novos casos era de 61.200.

– Mama
É o câncer mais comum entre mulheres no Brasil e no mundo inteiro, depois do de pele não-melanoma. De todos os casos de câncer, 28% são dos de mama. É raro entre mulheres jovens e tem maior incidência entre aquelas com mais de 50 anos. O câncer de mama não tem uma causa única. Entre os fatores relacionados ao risco de desenvolver a doença estão a idade, fatores endócrinos, comportamentais, ambientais e genéticos ou hereditários. Quando diagnosticado no início, tem 95% de chances de cura. Para o ano passado, a estimativa de novos casos era de 57.960.

– Cólon e Reto
São os tumores que atingem o intestino grosso e o reto. Geralmente, começam na forma de lesões benignas na parte interna do cólon, os chamaos pólipos, que podem ser removidos antes de se tornarem malignos. A maior parte desses cânceres são tratáveis e com alto índice de cura caso sejam detectados precocemente. Um dos grandes problemas é que esse câncer tem propensão para se espalhar para outros órgãos, causando metástase. No ano passado, a estimativa do INCA era de 34.280 novos casos, sendo 16.660 em homens e 17.620 em mulheres.

– Pulmão
Em 90% dos casos, a doença tem ligação direta com o tabagismo. Trata-se de um câncer bastante letal, com sobrevida média de cinco anos. No Brasil, em 2011, foi responsável por 22.424 mortes. Em 2016, a estimativa do INCA era de 28.220 novos casos, sendo 17.330 em homens e 10.890 em mulheres.

– Estômago
O câncer de estômago ou gástrico é mais comum em homens com mais de 50 anos. Tem alto índice de letalidade. A grande maioria dos tumores surgem na forma de adenocarcinomas. Apesar de não ser regra, muitas vezes o câncer surge com sintomas como perda de peso, de apetite, vômitos, náuseas e dores abdominais. Em 2016, a estimativa do INCA era de 20.520 novos casos, sendo 12.920 em homens e 7.600 em mulheres.

– Colo do útero
É causado pela infecção de alguns tipos do Papilomavírus Humano, o HPV, quando acontecem alterações celulares. Facilmente detectável por exames preventivos e com índice de 100% de cura quando diagnosticado precocemente. É o terceiro tumor mais comum em mulheres. A estimativa do INCA, para o ano passado, era de 16.340 novos casos.

– Cavidade Oral
Este é o câncer que atinge os lábios e o interior da boca. É mais comum em homens brancos e ocorre com mais frequência no lábio inferior. O principal fato de risco é o cigarro, já que 90% dos pacientes diagnosticados com a doença são fumantes. Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas, a exposição ao sol e o vírus HPV aumentam as chances de desenvolver a doença. No ano passado, a estimativa do INCA era de 15.490 novos casos, sendo 11.140 em homens e 4.350 em mulheres.

– Bexiga
Ele se divide em três tipos: os carcinomas de células de transição, que representam a maioria dos casos e começam nas células do tecido mais interno da bexiga, os carcinomas de células escamosas, que afetam as células delgadas e planas que podem surgir na bexiga depois de infecção ou irritação prolongadas, e os adenocarcinomas, que se iniciam nas células glandulares que podem se formar na bexiga depois de um longo tempo de irritação ou inflamação. Em 2016, a estimativa do INCA era de 9.670 novos casos, sendo 7.200 em homens e 2.470 em mulheres.

– Esôfago
O câncer de esôfago surge, em 96% dos casos, na forma de carcinoma epidermoide escamoso. No início, não apresenta sinais, mas, após certo progresso, aparecem dificuldade ou dor ao engolir, dor no tórax, náuseas, vômitos, entre outros sintomas. Uma dos grandes riscos desse câncer é a metástase. No ano passado, a estimativa do INCA era de 10.810 novos casos, sendo 7.950 em homens e 2.860 em mulheres.