Thiago Elniño vislumbra esperança e afeto através do disco “Correnteza”

Catharina Dourado
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O álbum conta com 11 faixas e colaborações com artistas como Zé Manoel (Ana Beatriz / Divulgação)
(Ana Beatriz / Divulgação)

Um potente discurso sociorracial rege o terceiro disco de estúdio de Thiago Elniño, “Correnteza”. Lançado na última terça-feira (23), o projeto reúne 11 faixas que assumem referências ao afrobeat, ao samba e à música de terreiro para falar de afeto, luta e caminhada.

Desde “Pedras, Flechas, Lanças, Espadas e Espelhos” (2019), o artista fluminense desejava fazer um álbum afetuoso e reconfortante. Encontrou, então, inspirações no provérbio africano “a água sempre encontra seu caminho” e fez com que “Correnteza” transformasse em canções a necessidade de vislumbrar melhores realidades.

Entre as 11 faixas, Thiago emplacou duas colaborações cheias de otimismo e força com o músico pernambucano Zé Manoel: “Dia de Saída” e “Dengo”. “Acho que a parceria com o Zé é uma afirmação do quanto a arte deve ser pensada como saúde pública neste momento”, diz o fluminense ao Papelpop.

Diante da pandemia do coronavírus, Thiago estava cumprindo rigorosamente o isolamento social quando ouviu as músicas do pernambucano pela primeira vez. “Através de lives, conheci o trabalho do Zé, que me tocou, me fez bem, me ajudou a suportar muita coisa e se tornou o artista que mais ouço hoje”, relembra.

Ele ressalta que “isso deve ter acontecido com muita gente: ter seus dias melhorados por causa da arte. No meu caso, calhou de eu ser artista também e ter a oportunidade de me aproximar desse outro artista que gostei tanto, de criarmos uma amizade bonita e de termos produzido nesse período dos infernos duas músicas bem bonitas”.

Os artistas Mingo Silva, Daiana Damião, Luciane Dom, Sant e Caio Prado também uniram forças com Thiago Elniño ao longo do álbum. Ouça todas as faixas nas plataformas digitais.