The Umbrella Academy é o melhor X-Men que você verá em muito tempo

Thiago Romariz
·3 minuto de leitura
Foto: Christos Kalohoridis/Netflix
Foto: Christos Kalohoridis/Netflix

A primeira temporada de Umbrella Academy adaptou muito dos quadrinhos de Gabriel Bá e Gerard Way para as telas da Netflix. Do visual elegante ao tom esquisito do humor e das conspirações, a série flertou com o lado heróico dos personagens, mas ainda se mostrava indecisa entre abraçar o mainstream e ser uma versão alternativa de figuras super-poderosas em um mundo dominado por Marvel e DC.

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus emails em 1 só lugar

Siga o Yahoo Vida e Estilo no Google News

A segunda temporada chega para acabar com essa indecisão, pois a série alcança o equilíbrio entre as duas opções – e de lambuja se tornando a melhor versão dos X-Men que a Netflix poderia ter.

Leia também

Está tudo lá: viagem no tempo, romance dentro da equipe, o líder carismático e indeciso, a força descomunal e desconhecida de um membro, os sacrifícios, a luta de classes, o preconceito e a fraternidade acima de tudo. É impossível não fazer a relação entre as obras, e isso não denota nenhum demérito a Umbrella por que o roteiro se mantém fiel às origens de Bá e Way, deixando os personagens esquisitos e o mais deslocados possível da fórmula tradicional do entretenimento atual.

Soma-se a isso a produção bem acabada e uma reconstrução de época que mistura visual sessentista com trilha contemporânea e temos tudo que um fã de cultura pop deseja.

Se voltarmos à primeira temporada, além dos motivos citados antes, dá pra dizer que as inúmeras tramas e conspirações atrapalharam o roteiro. Na ansiedade de apresentar algo complexo, a série deixou de lado o carisma da equipe – mesmo que Cinco brilhe do início ao fim.

Agora, Steve Blackman e Jeremy Slater, responsáveis pela versão para o streaming, conseguem dar o protagonismo para o time com uma divisão de tempo perfeita entre os seis e ainda pinçar momentos de expansão de mitologia, discussões raciais e até apresentação de novos personagens. São 10 episódios com razão de existir e, mais importante, divertidos.

Hoje, dá pra dizer temos mais uma fonte de histórias fantásticas com potencial para virar franquia. Com Stranger Things caminhando para o fim, o streaming vê em Umbrella uma opção de expandir o próprio universo de referências e cultura pop.

Não será surpresa se algum derivado surgir – assim como foi feito em The Witcher – pois há claras possibilidades para isso. À sua maneira, a Netflix se torna íntima do mundo de blockbusters e cria sua própria fórmula de heróis – e não deve demorar para vermos novos experimentos com ela num futuro próximo.

*Thiago Romariz é jornalista, professor, criador de conteúdo e atualmente head de conteúdo e PR do EBANX. Omelete, The Enemy, CCXP, RP1 Comunicação, Capitare, RedeTV, ESPN Brasil e Correio Braziliense são algumas das empresas no currículo. Em 2019, foi eleito pelo LinkedIn como um dos profissionais de destaque no Brasil no prêmio Top Voice.

Assine agora a newsletter Yahoo em 3 Minutos

Siga o Yahoo Vida e Estilo no Instagram, Facebook, Twitter e YouTube