Andrea Bocelli critica governo italiano por quarentena e minimiza coronavírus

Por Philip Pullella
·2 minuto de leitura
Foto: Francesco Prandoni/Getty Images
Foto: Francesco Prandoni/Getty Images

O tenor italiano Andrea Bocelli fez na segunda-feira (27) duras críticas à forma como o governo italiano lidou com a crise do coronavírus, dizendo que se sente humilhado por conta do lockdown recente no país, e pediu que as pessoas desobedeçam as regras em vigência.

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Os comentários surpreendentes, feitos durante audiência no Senado italiano, foram especialmente marcantes pois o astro cego foi um símbolo de união nacional no ápice do lockdown, quando cantou na Catedral de Milão vazia no domingo de Páscoa, em uma performance solo transmitida ao vivo e chamada de "Music for Hope".

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"Eu me senti humilhado e ofendido. Eu não podia deixar minha casa mesmo não cometendo nenhum crime", disse Bocelli, de 61 anos, em uma conferência na qual estavam presentes políticos de oposição como Matteo Salvini, líder do partido de extrema-direita Liga, que tem atacado o governo do primeiro-ministro Giuseppe Conte por sua condução da crise do coronavírus.

O lockdown nacional começou na Itália no início de março e foi aliviado em fases nos três meses seguintes. Bocelli confessou que desobedeceu regras de lockdown "pois eu não achava certo ou saudável permanecer em casa com a minha idade".

O cantor também disse que acredita que a situação não pode ser tão séria quanto as autoridades dizem, pois ele não conhece ninguém que tenha necessitado de tratamento intensivo. "Então por que todo essa sensação de gravidade?"

Mais de 35 mil italianos morreram por conta do coronavírus.

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