Michel Temer: "Bolsonaro deve admitir erro e propor um pacto"

Colaboradores Yahoo Notícias
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SAO PAULO, BRAZIL - AUGUST 12: President of Brazil Jair Bolsonaro and Brazil's former President Michel Temer, designated to represent Brazil in the mission to help Lebanon, talk during a visit to BASP (Sao Paulo Air Base) to accompany the Brazilian delegation's departure to Lebanon on August 12, 2020 in Sao Paulo, Brazil. Last week, an explosion in the port area of Beirut, the capital of Lebanon, left at least 160 dead and thousands injured. The delegation's mission is to deliver food, medicine and hospital supplies, including 100,000 surgical masks and mechanical respirators. (Photo by Alexandre Schneider/Getty Images)
SAO PAULO, BRAZIL - AUGUST 12: President of Brazil Jair Bolsonaro and Brazil's former President Michel Temer, designated to represent Brazil in the mission to help Lebanon, talk during a visit to BASP (Sao Paulo Air Base) to accompany the Brazilian delegation's departure to Lebanon on August 12, 2020 in Sao Paulo, Brazil. Last week, an explosion in the port area of Beirut, the capital of Lebanon, left at least 160 dead and thousands injured. The delegation's mission is to deliver food, medicine and hospital supplies, including 100,000 surgical masks and mechanical respirators. (Photo by Alexandre Schneider/Getty Images)

O ex-presidente Michel Temer (MDB) aconselha Jair Bolsonaro (sem partido) a reconhecer seus erros no combate à pandemia de coronavírus, que vive seu pior momento no Brasil com mais de 2 mil mortes diárias.

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Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Temer avalia que seria importante que Jair Bolsonaro liderasse um pacto nacional entre todas as instâncias de poder para tentar conter a doença.

“Não dá para ignorar a pandemia, que está num ritmo e velocidade assustadores”, afirmou o ex-presidente, que recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19 em 27 de fevereiro. “Acho que o grande combate, agora, é contra a pandemia. O pacto do unidos e vacinados pode produzir essa ideia de pacificação do país”.

Aos 80 anos, Temer admitiu já ter sido procurado pelo presidente para trocar ideias. Segundo o ex-presidente, se Bolsonaro quiser saber sua opinião sobre a pandemia, ele fará a sugestão de que ele convoque uma entrevista coletiva, reconheça erros, defenda vacinação em massa e aceite políticas de isolamento social. O novo mantra do governo deveria, segundo ele, ser “unidos e vacinados”.

“Se o presidente toma uma atitude dessa natureza, o povo se tranquiliza. Ele manda um sinal”, disse Temer, que discorda da comparação entre preservação de vidas e manutenção da economia. “Eu sempre digo, a economia pode ir mal nesse momento. Mas ela se recupera. A vida você não recupera”, afirmou.

Mesmo sendo uma das vozes mais influentes no MDB, Temer destacou que esse não é o momento de o partido se ocupar com as eleições de 2022: “Não podemos deixar que essas discussões contaminem negativamente essa unidade que é indispensável agora, em 2021, para o combate ao coronavírus”.