Tarantino sobe o tom ao responder acusação de racismo em filme

·2 minuto de leitura
HOLLYWOOD, CALIFORNIA - FEBRUARY 09: Writer-director Quentin Tarantino attends the 92nd Annual Academy Awards at Hollywood and Highland on February 09, 2020 in Hollywood, California. (Photo by Jeff Kravitz/FilmMagic)
Quentin Tarantino no tapete vermelho do Oscar, em 2020 (Photo by Jeff Kravitz/FilmMagic)

Resumo da notícia:

  • Quentin Tarantino subiu o tom de voz ao responder críticas recebidas por "Era uma vez em... Holywood"

  • O ator não gostou de ouvir reclamações sobre a representação de Bruce Lee em seu filme

  • "Podem chupar um p**", disse ele em entrevista ao podcast de Joe Rogan

Quentin Tarantino concedeu entrevista ao podcast Joe Rogan Experience e subiu o tom ao responder as acusações de racismo que recebeu pela representação de Bruce Lee no filme "Era Uma Vez em... Hollywood" (2019).

Na época do lançamento do filme, a filha de Bruce Lee, Shannon Lee, disse que "Tarantino jogou a vida do pai na na privada". "Ele aparece como um c... arrogante que fala sobre coisas que não sabe", disse ela ao site The Wrap.

Leia também:

"E não alguém que teve de lutar três vezes mais duro que todos os outros para conquistar o que outros tiveram com naturalidade. Foi muito desconfortável sentar no cinema e ver as pessoas rindo do meu pai", completou ela.

Dois anos depois, Tarantino afirma que entende o ponto dela - mas não aceita que outras pessoas reclamem da sua visão do ícone do cinema e das artes marciais. "Eu compreendo a filha dele tendo um problema com o filme, é a porra do pai dela! Eu aceito isso", disse.

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus emails em 1 só lugar

Siga o Yahoo Vida e Estilo no Google News

"Mas as outras pessoas? Podem ir chupar um p**”, reclamou o diretor para Joe Rogan. O cineasta ainda defendeu a cena em que Lee, interpretado no longa por Mike Moh, perde uma briga para Cliff, o dublê interpretado por Brad Pitt.

"Se você prestar atenção, é óbvio que ele é enganado pelo Cliff. Só assim para ele conseguir. Cliff lutou na Segunda Guerra. Se ele fosse lutar com o Bruce Lee em uma competição de artes marciais no Madison Square Garden, o Cliff não teria nenhuma chance. Mas como assassino que matou pessoas na selva, ele o mataria”, analisou.

Ainda sobre Bruce Lee, Tarantino se baseou no livro de Matthew Polly sobre o ator para acusar o sino-americano de maltratar os dublês. "Bruce não tinha nada além de desrespeito pelos dublês. Ele estava sempre batendo neles com os pés, estava sempre pegando — chama-se marcação quando você atinge um dublê de verdade", afirmou o cineasta.

"E ele estava sempre os marcando com os pés, sempre os marcava com o punho, e chegou a um ponto onde [os dublês diziam]: ‘Eu me recuso a trabalhar com ele’. E ele não tinha nada além de desrespeito pelos dublês americanos", finalizou o diretor.

Confira abaixo o trecho da entrevista (em inglês):

Ouça o Pod Assistir, podcast de filmes e séries do Yahoo:

Este conteúdo não está disponível devido às suas preferências de privacidade.
Para vê-los, atualize suas configurações aqui.
Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos