Tagore estreia “Tatu”, canção soft alucinante inspirada em Tom Zé

Guilherme Araujo
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Artista pernambucano apresenta novo álbum ainda em 2021(Foto: Divulgação)
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Belas surpresas chegam de Pernambuco! Aterrissando em 2021 após dar um salto criativo que acometeu os dois últimos anos, o músico Tagore Suassuna entrega a primeira amostra do disco “Maya”. “Tatu”, faixa que traz no título um sagaz jogo de palavras para falar sobre infortúnios internos, chegou ao streaming neste fim de semana.

Com força para fazer dançar sobre o vidro estilhaçado, a canção imerge em psicodelia não apenas na letra, mas também em sua sonoridade, pautada em complexas texturas. Um pouco etéreo, sem deixar de ser pop, o cantor conduz o ouvinte por uma narrativa que resgata tentativas de ser feliz em meio ao destempero de acordar em plena ebulição.

Inspirada em Tom Zé, especificamente, no que diz respeito à cacofonia contida no clássico “Estudando o Samba” (1976), a faixa teria sua participação cantando a segunda frase do refrão (“Todo desmantelo é pouco”). Em um desencontro, Zé não conseguiu agenda para participar. Uma pena!

O artista

Tagore surge na cena em 2010 quando, ao lado do amigo João Cavalcanti, lança o EP “Aldeia”. De lá para cá, em formato de banda, o duo entregou o disco “Movido a Vapor”, trabalho que lhes rendeu popularidade ao cruzar o Sul e Sudeste do Brasil em turnê. Um segundo trabalho, batizado como “Pineal”, viria em 2016.

“Maya”, o terceiro disco da carreira, surge a partir de criações iniciadas em 2018. De acordo com o próprio Tagore, que assina o projeto ao lado do ex-baterista da Nação Zumbi, Pupillo Oliveira, as canções falam sobre perda e saudade – um acerto preciso no alvo das questões que circundam o presente.

No ano passado foi revelada ainda “Drama”, uma parceria com Boogarins. Ouça mais do artista no streaming!

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