À revista, Leifert diz ver esporte como entretenimento e queixa-se: “as pessoas me copiam”

Em novos trechos divulgados da entrevista que concedeu à edição de janeiro da revista "Você S/A", Tiago Leifert, o irreverente apresentador da edição paulista do "Globo Esporte" e do reality show "The Voice Brasil", revela quais os seus métodos de preparação, o amor que tem pela Globo, seus medos e diz ser copiado, da roupa às frases que usa.

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"Deixando a modéstia de lado, muitas vezes vejo que as pessoas me copiam. Eu só uso duas roupas: camisa polo colorida ou pulôver com polo por baixo. E de repente começo a ver pessoas se vestirem igual. Não uso por decisão de figurinistas, mas sim porque preciso tomar tanta decisão por dia, que deixo de lado decisões como essas, mas aí vejo que as pessoas estão usando isso como se fosse parte do 'plano'. As pessoas também copiam minhas frases", queixa-se.

À publicação, Leifert explicou como se prepara para novos desafios, um projeto novo, por exemplo. "Sou muito crítico com meu próprio trabalho, sempre me preparo para fazer o melhor possível. Preciso ficar um dia inteiro em casa, escrever a respeito, olhar e simular o que pode acontecer. É um processo muito solitário, depois é que eu abro para conversar com alguém."

Mesmo bem antes de virar apresentador e editor-chefe do "Globo Esporte" e de apresentar o reality musical "The Voice", Leifert diz que tinha se preparado a vida inteira para que, assim que surgissem tais oportunidades, ele estivesse pronto para fazer. Tal dedicação, conforme relata, rendeu problemas de saúde. "Estou sempre tenso e isso custa caro. Tenho uma hérnia cervical e já operei duas vezes o esôfago, o que me deixa fora do trabalho por um tempo."

À revista "Você S/A", contou como começou. Com 16 anos, foi repórter no futebol de Várzea, em São Paulo, estudou nos Estados Unidos, onde teve a oportunidade de estagiar três meses na rede NBC e, ao final desse período, teve que abdicar de uma vaga que lhe foi oferecida porque seu visto no país havia vencido.

De volta ao pais, após fracassar na tentativa de entrar na TV Globo e no SporTV, assumiu um programa na TV Vanguarda, afiliada da emissora. Lá, com 22 anos, fez sucesso com um programa esportivo, apresentado e editado por ele.

"Trabalhava das 6 à 1h da manhã, todo dia. Foi a minha primeira experiência com a fama. Quando finalmente o SporTV me chamou, sofri muito, porque é duro ser o mais novo, meu estilo era diferente", relembra ele, justificando: "porqe esporte para mim é entretenimento". Até hoje, esse pensamento de Leifert faz com que seja alvo de críticas de colegas e telespectadores. "[Pra mim, esporte] tem que ter drama, emoção e humor", acrescenta à revista.

"Pensei em sair no meio de 2007, achei que não ia conseguir me adaptar nunca e seria perseguido por ser esquisito", confessa, o apresentador, contando que depois resolveu arriscar, ganhou elogios e logo começou a emplacar matérias no SporTV.

Questionado se ele se vê trabalhando em outro lugar, Leifert diz que não sabe o que seria dele fora da Globo: "eu fico pelo menos 12h por dia [na emissora]. Ia ser como perder o amor da minha vida, porque eu sempre quis trabalhar na Globo, é o que eu gosto, meu pai trabalha lá desde 1988, então eu cresci lá dentro".

Curiosamente, apesar de todo o sucesso que faz na Globo, à frente de dois programas populares, Leifert admite que teme perder seu emprego: "porque me arrisco muito, sou muito intuitivo. Minha alternativa seria começar tudo do zero nos Estados Unidos, trabalhando com qualquer coisa, junto com a minha esposa."

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