Carlinhos Brown faz tour pela Globo com sua rejeitada caxirola: “pode tocar hino do Brasil”

A caxirola, instrumento que se propunha a ser uma espécie de "vuvuzela brasileira" durante a Copa, virou motivo de piada e foi rejeitada pelos torcedores brasileiros. Ainda assim, o inventor do chocalho de plástico, Carlinhos Brown, não cansa de defender aquele troço. Na terça, levou a peça ao "Encontro com Fátima Bernardes" e nesta quarta ao esportivo "Arena Sportv".

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"É um instrumento idiofônico, foi feito como uma das opções para a Copa do Mundo e chama-se caxirola", explicou a Fátima, e sugeriu: "a gente pode tocar o hino do Brasil aqui". O músico, então, convidou a todos para segui-lo na iniciativa.

Hoje, foi a vez do canal esportivo da Globosat, Sportv, ser cenário para Brown e seu chocalho patético. "Ela foi criada como opção, não nasceu para ser a vuvuzela, sobretudo porque é um instrumento percursivo e não de sopro", iniciou, no "Arena Sportv", o seu discurso em defesa do objeto.

"Nasceu como desejo de seguir um pouco o que a África nos mostrou, deixando claro que música e futebol podem andar juntos. Claro, isso depende não apenas de nós, músicos e jogadores, mas da civilidade, da forma como as pessoas recebem as oportunidades das inspirações que vêm de Deus", completou.

"O que eu queria, mesmo, com a caxirola, era aproveitar o teaser da Copa, que é 'todos juntos num só ritmo', e meu sonho era fazer coisas para as pessoas, tocando junto, porque o brasileiro é muito rítmico. Queria muito trazer a idiofonia pra isso e, claro, aumentar a vibração do gol. Você pode bater palma com a caxirola, você pode ralar, musicar a 'ola'. Eu posso tocar o hino do Brasil, eu queria mostrar um pouco isso", sugeriu, exatamente como no programa da Fátima Bernardes.

E eis que, de novo, insistiu para que convidados de um programa da Globo, no caso o canal esportivo Sportv, o seguisse com a ideia de tocar o hino nacional ao som do chocalho esquisito. Serginho Groismann, apresentador do "Altas Horas", e o jogador Rafinha, do Bayern de Munique, foram "intimados" por Brown, juntamente com um constrangido apresentador, Linhares Júnior. "Imagine um estádio cheio fazendo isso", comentou Brown em mais uma cruzada na TV para valorizar a sua caxirola.

Que bom que só vai ficar na imaginação de Carlinhos Brown. Ninguém merece torcer num estádio com caxirola. Que as pessoas torçam do jeito que quiserem. Livres.

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