Final da terceira temporada de Game of Thrones promete, e muito, para o ano que vem

Por Paloma Guedes


Na noite de domingo a terceira temporada de Game of Thrones chegou ao fim. Inspirado nos livros da série Crônicas de Gelo e Fogo (A Song of Ice and Fire) de George R.R.Martin, o programa tem uma legião de homens e mulheres apaixonados por todo o mundo - inclusive no Brasil onde a exposição com figurinos a acessórios da série que passou por São Paulo foi um grande sucesso de público.
 
E essa temporada foi a melhor até o momento. Foi repleta de situações memoráveis e surpreendentes que fizeram com que a ansiedade pelo episódio seguinte tomasse conta dos fãs desde o início.

Aviso: a partir daqui começam os spoilers!

Finalmente Jamie Lannister (Nikolaj Coster-Waldau) recebeu o castigo merecido e, quando menos se esperava, teve sua mão decepada. Isso em um momento em que a relação dele com Brienne (Gwendoline Christiese) se tornou algo muito interessante de ser visto - e visto com simpatia, confesso.

Daenerys "Khaleesi" Targaryen (Emilia Clarke) começou a mostrar a que veio com seus dragões, tomando exércitos para si e fazendo churrasquinho de seus inimigos sexistas e asquerosos.

No penúltimo episódio, para espanto geral da nação, Rob (Richard Madden) e Catelyn Stark (Michelle Fairley), além de Talisa de Volantis (Oona Chaplin), foram brutalmente assassinados durante uma festa de casamento, deixando no ar a imensa interrogação sobre o encerramento dessa fase na história onde, aparentemente - e mais uma vez - são os mocinhos que morrem (lembrando de Ned Stark, promessa de ser o grande herói da primeira temporada, que teve a cabeça decepada).

E após toda essa surpresa, tensão e brutalidade no anterior, o episódio final foi um reflexo dos acontecimentos e do que está por vir. Os mortos-vivos (ou caminhantes brancos) que estiveram presentes no final da segunda temporada e pouco apareceram nesse momento, são citados como o mal maior, muito além das disputas e guerras entre os sete reinos. Esses sim farão com que todos os guerreiros e estrategistas tremam nas bases.

Jon Snow e Jamie finalmente conseguiram "voltar para casa"; o primeiro ferido pela mulher que amava e o segundo maltrapilho e aleijado, o oposto do homem imponente e prepotente de antes. Outro que foi destaque nessa reta final foi Theon Greyjoy (Alfie Allen) que passou quase todo o tempo sendo torturado e, para finalizar, foi castrado - um novo eunuco no pedaço.

Tanto o castigo dele, que não negava seu grande interesse por sexo, quanto o de Jamie, que perdeu a mão que segurava a espada e era um execelente "soldado", me fazem pensar quando é que finalmente algo de ruim vai acontecer com Joffrey (Jack Gleeson). Eu sei que não é legal desejar o mal dos outros mas, querendo ou não, um dos pontos altos dessa temporada foi o "prazerzinho" provocado por esses "acertos de contas". Faz parte das emoções da ficção, né?
 
Por outro lado, Arya (Maisie Williams), que é uma das grandes personagens do seriado e vem sendo castigada demais pela perda dos seus parentes, é tomada pela dor, pelo ódio e se torna uma assassina. Pelo caminho que ela vinha seguindo, nada mais que natural.

Na cena final, a consagração de Daenerys entre mais um grupo de ex-escravos que a seguirão como rainha também é uma prévia da força que ela terá na história. Ela e seu trio de dragões, claro, que assim como os mortos-vivos, prometem ser os divisores de águas nas "guerras básicas" de escudo e espada que aconteceram até o momento - fora um pouco de magia e fumaças assassinas, claro.

Agora é esperar até o ano que vem para saber o que acontecerá (para os que, assim como eu, não leram os livros).