‘Almost Human’ tem robô sentimental e policial traumatizado

Quando vi o episódio piloto de 'Almost Human' tive uma sensação de déjà vu. E não foi só pela premissa básica mais que batida sobre a relação entre parceiros policiais. O gostinho de 'já vi isso antes' veio exclusivamente por culpa do ator Michael Ealy. Afinal, ele era o Travis de 'Common Law', série que não passou da primeira temporada e tinha como foco central a relação caótica - que foi até parar na terapia em grupo - entre dois policiais que eram... adivinhem só... parceiros.

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Mas as semelhanças param por aí. Afinal, 'Common Law' era quase uma comédia e Ealy era o 'descontrolado' da dupla. Já em 'Almost Human' a situação é bem diferente. O seriado tem produção executiva de J.J. Abrams - que me causou vários traumas por causa de 'Lost' porém recuperou pontos com os filmes de 'Star Trek' - e roteiro de J.H. Wyman, responsável por 'Fringe' - que nunca me ganhou.

A história é a seguinte: em 2048 (não sei se fui convencida sobre a visão tecnológica do mundo daqui a 30 anos) a polícia decidiu usar androides para acompanhar os policiais de 'carne e osso', já que a situação de violência extrapolou todos os limites.

E aí, logo na primeira cena de ação e tragédia, conhecemos o protagonista John Kennex (interpretado por Karl Urban de 'Supremacia Bourne', 'Senhor dos Anéis' e 'Star Trek'). Kennex caiu em uma emboscada, perdeu o seu parceiro humano, perdeu uma perna, perdeu toda a sua equipe, foi abandonado por um androide e ficou em coma por dois anos. Apesar da recuperação - e de um membro sintético que o torna 'semi-máquina' - o policial linha dura volta ao trabalho para tentar descobrir quem faz parte do 'Sindicato', grupo por trás dessa e de várias outras tragédias.

Por um acaso, que não foi tão acaso assim, ele se torna parceiro de Dorian, robô do tipo DRN, criado para ter sentimentos parecidos aos dos humanos e que, provavelmente por esse motivo, saiu de linha. Dorian tem olhos azuis afetuosos e uma imensa vontade de virar policial.

Já dá para imaginar a inversão dos papéis aqui, né? O homem 'real' é introspectivo e difícil enquanto a 'máquina' é mais intuitiva e sensível. Porém os dois são especiais dentro do contexto de onde cada um vem e do mar de robôs com a mesma cara de borracha e regras rígidas que devem ser seguidas.

Nesse primeiro momento a trama apresenta vilões com planos de vingança e recursos muito bem trabalhados, uma ex-namorada traidora e um mistério sobre o pai de um dos personagens. Ação com ficção científica e clichês policiais. Parece promissora.

'Almost Human' estreia nesta quinta (28/11) e será exibida todas as quintas, às 22h25, no canal Warner.

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