“Há uma pressão política muito forte para que eu seja calada”, diz Rachel Sheherazade

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Rachel Sheherazade, 40, não aparece na bancada do "SBT Brasil" desde o fim de março, mas o motivo é simples: ela está de férias até o dia 14 de abril.

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Por causa de sua postura opinativa (que gerou polêmica ao defender os "justiceiros" dos Rio de Janeiro), houve comentários nas redes sociais sugerindo que Rachel tivesse sido afastada da emissora.

A jornalista nega, afirmando, em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo", que o SBT "sempre apoiou a liberdade de pensamento e expressão". No entanto, afirma que há gente querendo limitar suas opiniões. "Há uma pressão política muito forte para que eu seja calada. PSOL e PCdoB entraram com representações contra meu direito de opinião e tentam cercear minha liberdade de expressão chantageando a emissora onde eu trabalho".

Segundo ela, os partidos ameaçam cortar verbas publicitárias estatais e pedir a perda de concessão do SBT. Sheherazade acredita que o que está acontecendo com ela seja censura. "É clara a tentativa de censura por meio de intimidação. Não é possível que, em plena democracia, a mordaça prevaleça sobre a liberdade de expressão", argumenta.

Do outro lado, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirma que o que a jornalista faz não é apenas emitir sua opinião, é apologia ao crime. "Nós não queremos calar a Sheherazade. O que a gente não admite é que o SBT dê guarida à incitação ao crime. Uma coisa é a liberdade de expressão e de opinião. Outra coisa é cometer apologia ao crime", explicou ao jornal "Folha de S. Paulo".