Relembre o melhor e o pior da TV nesta semana

O que foi legal:

- O "Fantástico" deu um tempo nesta história de ser muito moderninho, está investindo em reportagens e melhorou. A matéria dos pandas foi uma graça, mas o "Bem Sertanejo", comandado por Michel Teló, chamou a atenção por ter como convidado Almir Sater. Ele cantou, tocou muito e falou de sua carreira, da música que sustenta sua família até hoje e de "Pantanal" e "Ana Raio e Zé Trovão", duas novelas da extinta TV Manchete (das quais ele não só atuou como cantou). Raramente a Globo fala do sucesso e exibe imagens de "Pantanal", que lhe causou muita dor de cabeça na época. Foi bom relembrar.

- Paulinho Vilhena está realmente surpreendente no papel do esquizofrênico Domingos Salvador em "Império". Sua atuação por vezes causa um certo desconforto e, por outras, provoca medo. O ator já estava bem em "A Teia", onde viveu um psicopata. Prova de que a maturidade só faz bem para a maioria das pessoas.

- A entrevista que Daniel Zukerman fez com Mano Brown no quadro "Talk Show nas Alturas", do "Pânico na Band". Dava para sentir a apreensão e a alegria do repórter diante do rapper. O bate-papo em si não teve nada de muito revelador, mas, por conta da irreverência com a qual ocorreu foi muito divertido. Ver Brown tentando imitar Silvio Santos foi hilário. Ouvir Daniel dizer que também era de uma quebrada (Higienópolis) provocou gargalhadas. Vale conferir.

- Silvio Santos gargalhar por conta de uma piada com Carlinhos Aguiar. O dono do SBT não se aguentou ao ler a seguinte frase: "Carlinhos Aguiar perguntou: 'Espelho fiel meu, existe homem mais bonito do que eu?'. O espelho respondeu: 'Não enche meu saco, vai tomar no...". Os convidados tinham de completar a frase. Já dá para imaginar o que ele pensou né?

O que não foi legal:

-A causa é muito nobre, mas o show do Criança Esperança deste ano deixou muito a desejar. A única coisa que salvou foi a apresentação de Ney Matogrosso com atores que interpretaram ícones da nossa música (Emílio Dantas como Cazuza, Tiago Abravanel sempre maravilhoso como Tim Maia, e Laila Garin arrasando como Elis Regina). O resto ficou muito, digamos, frio. A edição gravada já tira o brilho do evento e, quando sofre cortes abruptos, como os que foram feito na noite do sábado, tudo fica pior.

- Está difícil de engolir Paulo Rocha como Orville, um falsificador de pinturas na novela "Império". As cenas do moço, que está preso, com a advogada Carmen (Ana Carolina Dias) são chatas e apelativas. Poderiam sair tranquilamente da novela.

- Em um quadro que mostra a transformação de algumas telespectadoras do "Mulheres", a produção do programa repetiu por duas vezes o vídeo da participante errada. Até Cátia Fonseca comentou que daquele jeito iria parar nas "Vídeocassetadas" do "Domingão do Faustão". É verdade, ela chamava um nome entrava outra moça. Uma loucura.