'Cam': suspense escrito por camgirl vira sensação na Netflix

(Imagem: divulgação Netflix)

Além das produções alardeadas com meses de antecedência através de anúncios e trailers, há também atrações na Netflix que ganham espaço entre os assinantes pelo bom e velho “boca a boca”. Desde a última semana, a nova sensação do serviço de streaming é o longa-metragem de suspense Cam.

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A trama acompanha Lola, uma garota (interpretada por Madeline Brewer) que ganha a vida fazendo vídeos eróticos sozinha num quarto para grupos de espectadores online. Estes voyeurs virtuais pagam para ordená-la fazer as ações mais diversas, desde simples tapas no traseiro até simulações de suicídio. Lola é uma estrela em ascensão em seu ramo, subindo diariamente posições no ranking das camgirls.

Por mais que possa parecer inusitada, esta é uma realidade bastante conhecida por Isa Mazzei, que passou dois anos fazendo show eróticos ao vivo. A situação não era problema para seu namorado, Daniel Goldhaber, que dirigia o material e prezava pela qualidade de imagem. Juntos, os dois escreveram o roteiro de Cam. Goldhaber assina a direção.

Ao assistir o filme, fica clara a intenção de deixar o sexo em segundo plano. O enredo ganha contornos de suspense quando Lola vê que outra garota, idêntica a ela, toma o controle do canal. A protagonista vive a agonia de não poder mais acessar sua conta, enquanto a falsária vira uma das preferidas do público.

Com esta alegoria, o longa fala dos avatares que criamos no virtual, como versões melhoradas de nós mesmos, e imagina o que aconteceria se estas personalidades alternativas de fato tomassem nosso lugar.

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Se você não está procurando nenhuma reflexão mais existencialista, pode ficar tranquilo. Produzido pela Blumhouse, a principal casa do cinema de terror na Hollywood atual, o filme também funciona como uma história de tensão, no melhor estilo Black Mirror.

A série distópica, inclusive, foi onde Goldharber e Isa Mazzei viram pela primeira vez o trabalho de Madeline Brewer. “Foi muito importante para mim que a história tivesse autenticidade, porque se você vai contar uma história sobre uma garota que trabalha com sexo de uma maneira que ainda não foi contada, você quer fazer isso direito”, disse a atriz, em entrevista à Entertainment Weekly.

 

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