Susana Vieira sobre leucemia: 'Tenho pavor de morrer e perder o cabelo'

Foto: Reproduçāo/Instagram/susanavieira

Com leucemia linfocítica crônica desde 2015, Susana Vieira contou ao “Fantástico” (TV Globo) que se sentiu impotente ao não conseguir andar e precisar ficar 10 dias internada em uma CTI (Centro de Tratamento e Terapia Intensiva). A atriz também nāo escondeu o medo de morrer e de perder o cabelo.

“Tiveram que trocar fralda minha fralda porque eu não podia levantar. Quando me vi tão exibida, vaidosa, tão dona de mim, ‘Senhora do Destino’, a rainha de bateria, a bailarina do Teatro Municipal, a Susana Vieira, com uma enfermeira tendo que trocar minha fralda porque não podia me levantar, foi tão pesado. Aí você vê que está doente”, disse emocionada à apresentadora Poliana Abritta, que lembrou que naquele momento era a Sônia (nome verdadeiro da atriz) que estava ali e não a Susana.

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A internação ocorreu em 2017, logo após a atriz retornar de Miami (EUA) onde o filho e os netos moram. “Peguei um resfriado — o que é prejudicial para quem está com a imunidade baixa — e entrei no avião e nāo conseguia respirar. Não conseguia subir as escadas da minha casa… minhas pernas falharam”.

Durante esse período, Susana fala com carinho do apoio que recebeu da nora, Ketryn Goetten. “Eis que surge a serelepe lá no CTI, de minissaia, maravilhosa, animadíssima querendo saber onde é a balada. Ela ficou do meu lado e tranquilizou a mim e ao meu filho. Ela me manteve viva, nunca me falava da doença. Pude botar para fora a criança que existe dentro de mim, e nunca deixou de existir. Era ela do lado. Botamos para baixo aquele CTI”. Assim que deixou o hospital, a artista iniciou a quimioterapia.

A atriz descobriu a doença após uma desconfiança do seu médico com os seus exames de sangue. Logo após uma bateria de exames, ela recebeu o diagnóstico, mas não entrou em tratamento imediatamente. Na época, estava gravando a novela das nove, “A Regra do Jogo”, emendou com participação no “Vídeo Show” e em seguida com as filmagens da minissérie “Os Dias Eram Assim”. “Não sabia o que era pior, se a leucemia, se a linfocítica ou se a crônica”, lembrou ela, que na hora fez duas perguntas ao especialista. “Quando vou morrer? e Vou perder meu cabelo?”.

O médico respondeu que Susana morreria sim, mas não necessariamente da doença. “Podem achar que é futilidade, mas não é [sobre o cabelo]. A gente é mulher, vamos morrer mulher e cabelo para nós é muito importante. Perder o cabelo, significa o carimbo da doença câncer. “Você acha que nāo boto o megahair e não fico preocupada quando cai um pedaço? Fico louca achando que é o mega junto com meu cabelo”, afirmou a artista.

Poliana perguntou por que a atriz preferiu não comentar sobre a doença nos últimos anos — a história veio à tona na última semana após o jornalista Léo Dias divulgar o assunto no programa “Fofocalizando”. “Quando nós, que somos independentes, produtivos, ficamos doentes, existe um medo de ficar dependente, o medo do desemprego, da solidão. Existe a vergonha de ficar doente. O que eu mais bradava na vida era de ter 50, 60, 70 anos e ter saúde.”

Tenho pavor de morrer. Se a morte chegar vou esbofeteá-la, falou emocionada.

E Susana segue otimista para o próximo ano. Ela pretende reunir a família e os amigos em sua casa no Rio de Janeiro para o Natal e avisou: “A Globo me ofereceu trabalho e já aceitei.