Susana Vieira fala sobre sexualidade: "Achar que mulher não transa depois dos 50 é ignorância"

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A atriz Susana Vieira. Foto: reprodução/Instagram/susanavieiraoficial
A atriz Susana Vieira. Foto: reprodução/Instagram/susanavieiraoficial

Resumo da notícia

  • Susana Vieira disse que é ignorância achar que mulheres perdem libido depois dos 50 anos

  • Atriz, de 79, diz que esse pensamento é fruto do machismo da sociedade brasileira

  • Em entrevista, ela também falou sobre política e sua opinião sobre governo Bolsonaro

Tratar a sexualidade como tabu para pessoas de sua idade é ignorância, afirma a atriz Susana Vieira, de 79 anos. A atriz, que falou sobre o assunto em entrevista ao jornal "O Globo", atribui ao machismo o pensamento de que as mulheres perdem a libido com o passar dos anos.

"Essa coisa de que a mulher perde a vontade de namorar ou transar depois dos 50 é ignorância. Acho que faz parte do machismo brasileiro, que é exagerado", declarou à publicação.

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Susana conta que seus relacionamentos com homens bem mais novos começaram porque eles "acham alguma graça" nela. 

"Não dei apartamento para nenhum deles, meu amor, nem carro. Posso até ter dado uma moto (solta uma gargalhada). Essas pessoas mais jovens conseguem levar uma vida conjugal comigo porque sou engraçada, trabalho fora, não encho o saco nem telefono. Quero saber é do meu texto e se vou beijar o Cauã Reymond na próxima cena", brincou.

Seu jeito direto, por outro lado, costuma deixar os pretendentes um tanto "tímidos", analisa a atriz. "Acho que vou com muita sede ao pote. Eles ficam querendo bater papo, enquanto o tempo está correndo. A vida é mais rápida!", resumiu.

Voto "conforme a dança"

Na entrevista, Susana também falou sobre sua volta aos palcos, com a peça "Uma Shirley Qualquer", e política. Apoiadora do "Morobloco" em 2016, ela demonstrou que continua apoiando o juiz responsável pela Lava Jato em Curitiba e ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro.

"Sinceramente, acho que estão avacalhando uma pessoa importantíssima nesse Brasil. Esse homem foi importante porque deu nome aos bois. Só que os bois estão soltos. Então, não adiantou nada. Só lamento", disse.

A atriz, que diz não apoiar a atual gestão do governo federal por ser "pró-armas", afirma que vota "conforme a dança". Embora negue ter medo de ser "cancelada", ela demonstrou não aprovar a cobrança de um posicionamento da classe artística.

"É muito difícil falar de política, e a imprensa inteira ficar cobrando de nós artistas uma colocação certinha, querendo saber em quem a gente votou ou não. Por que não vão cobrar isso de outras pessoas? Cobrem isso de um desses advogados que ganham milhões para livrar os ladrões", opinou.

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